domingo, 19 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Demon or bird! (said the boy's soul)

Finalmente! Encontrei-o! o filme que tem o momento tão mágico e trágico quanto belo e medonho!
O puto esmurrado no carro do seu pedófilo, a recitar um poema lindíssimo de Walt Whitman:



Filme L.I.E.

A.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

اللغة العربية

é verdade!

يوم واحد سوف أفهم هذه الجملة!



A.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tim Burton's Vincent

genial, tenho de partilhar isto:



A.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Torche & Men Eater

Ontem foi noite de Torche, com Men Eater como primeira banda.

Men Eater:
Já tive a oportunidade de ver Men Eater algumas vezes e sempre foi uma banda que me deixou mais ou menos indiferente, apesar de fazer aquilo que mais gosto: rock.
Penso que as músicas têm partes interessantes e outras mesmo boas, mas há sempre momentos que acho que não são muito felizes. Penso que a intenção deles é criar momentos instrumentais que estenda a música mas na minha opinião penso que o efeito é mais murchar a música.
Mas devo dizer que este foi o primeiro concerto da banda que gostei de ver e não sei se será por hábito às músicas mas já há coisas que me soam bem.
E devo dizer que a música "First Season" é claramente a que mais se destacou para mim. Veio sobe forma de encore e deu mesmo o feeling de ter dado mais trabalho a compor, pois a estrutura é bem mais complexa do que de resto se ouviu nessa noite.
Escusado:  A referência a futebol. com'on, man!!!



Torche:
Esta banda parte tudo!
Fui ver o concerto "de cima", para o piso de cima, assim deu para ver tudo e muito bem.
O baterista dai-lhe que se desunha! A energia esteve sempre presente, mesmo em músicas como "Face the Wall" que é mais calma, há sempre um resíduo de energia que ameaça explodir a qualquer momento.
Os grandes hits do album "Meanderthal" estiveram lá (agradeço). e soam muito bem ao vivo. Do último álbum, é de destacar a "Arrowhead" (é demais ver o que o baterista faz nesta música), a "Cast Into Unknown", "Out Again" (bom refrão, gosto do ambiente criado) e claro a calma "Face the Wall".
Mas as composições são muito boas e simples; bons refrões; bons versos; é uma cena frontal e sem rodeios.
Devo dizer que ouvir os álbuns não dão o verdadeiro valor a esta banda, é mesmo vê-los ao vivo que tudo toma a sua verdadeira dimensão!
Foda-se pró baterista!
Partiste tudo Rick! Até os meus ouvidos.



A.

23.000 Km

Ontem festejei os 23.000 Km da minha Kawazaki!

Parabéns a ela...e a mim; que participei apenas nos últimos 5.000 Km.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Eric Rohmer

Ando a ver filmes de Eric Rohmer, pois comprei uma box com vários filmes dele. Comecei com a "La femme de l'aviateur" e agora vi "le bon mariage".
Os filmes de Rohmer tratam da relação/ligação que existe entre seres que se cruzam na vida, sobre a relação, sobre sentimentos.
Sente-se alguma solidão neste filmes, alguma melancolia.
Há momentos que apreciei bastante nestes dois filmes, mas no geral não me tocaram particularmente.
Noutro registo há os filmes de Bergman, que me atingiram de forma mais significativa. mas de qualquer das formas achei este dois momentos interessantes.Mais o primeiro do que o segundo, pois a actuação (forma de falar) da actriz principal irrita-me. É lento, ineficaz e não muito agradável.
Continuarei a ver o resto, a ver se apanho algo de mágico, até lá,





A.

domingo, 14 de novembro de 2010

Utopia by Thomas More

UtopiaUtopia by Thomas More

My rating: 3 of 5 stars


More's book about this island is somewhat interesting. there's a lot of particularities that point the finger to our worst social problems, this idyllic society though has some strange even bad behaviour that makes me wonder what did he intend with it. Human kind is a limited social animal and we can't expect utopia to be feasible. good book anyway, recommended to anyone interested in sociology and politics.



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sábado, 13 de novembro de 2010

Fabrice Luchini

Há pessoas que acho mesmo incríveis e admiráveis. 
Umas das mais importantes  pessoas que era acessível via os média (franceses, e a seguir a Serge Gainsbourg) foi Fabrice Luchini.
Actor de teatro e cinema, chocou e espantou a França com a sua personalidade e eloquência única.
Ele é autor de frases e momentos que me deixavam completamente "colado" ao televisor. Fazia-me pensar sobre o que dizia, sobre a minha vida, sobre a humanidade, sobre a vida, deus e a morte.
Lamento quem não compreende o francês para poder ouvir o vídeo que aqui deixo, onde ele fala do "casal" como terceira entidade de uma relação, sobre o amor e sobre as mulheres.



A.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

KYUSS LIVE!!!!

oh yeah, não vêm a portugal?






então vou à baviera ve-los! \m/

munich!


A.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O pai foi de viagem de negócios


Gostei deste filme de Kusturica, que veio na colecção "Grandes Realizadores". A verdade é que Kusturica nunca me agradou assim muito, como a muitos conhecidos meus. Este filme é diferente de "Gato preto, gato branco" ou de "Underground". Parece mais sisudo do estilo desenvolvido pelo autor, numa fase posterior a esta. É uma reacção ao pós guerra, em Saraievo corrompida pelo comunismo ardente. Os valores são postos em causa e a vida continua...
De salientar a prestação do pequeno Malik (Moreno D'E Bartolli), que está muito bem.

A.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

20 primeiros anos

"You live the first twenty years of your life. The rest you survive."

by Felipe Gonzalez, spain former Prime Minister.

A.

domingo, 7 de novembro de 2010

Grandes Realizadores

O cinema está de volta, em mim. Ando a ver mais cinema do que os últimos meses. Não consigo manter uma alta rotação de leitura, cinematografia e teatro e outras artes ao mesmo tempo: claramente tenho "fases". O jornal Público não ajuda: lançou agora uma colecção de filmes de Grandes Realizadores, da qual não conheço obra alguma nem muito bem o trabalho geral dos realizadores em foco. Já se conta com 4 filmes, dos quais vi 3 e até agora gostei bastante. De notar a qualidade do primeiro número: o retrato dos primeiros anos da carreira política de Abraham Lincoln (1939), de John Ford. Ontem vi 'O Carteirista', de Robert Bresson.

Fica o link da colecção: Grandes Realizadores, Y, Público.

A.

Double Indemnity

Revi o clássico e não só isso, foi o primeiro filme que vi na cinemateca de Lisboa. Quando cheguei à cidade foi um dos temas que mais me motivou: ter uma sala de cinema onde possa ver e aprender cinematografia de culto, de autor e alternativo. Lamento a perda do ex-director Bénard da Costa. Desde então não frequento lá muito a instituição, mas tenho muitas saudades de lá ir. Prometo fazer um esforço e regressar à casa que tão bem me recebeu e que me promulgou momentos tão importantes, belos, mágicos, míticos.


A.

sábado, 6 de novembro de 2010

oh god! Django!

incrível! :)


Acabou! Anton no more. bom fim-de-semana,
A.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Les Miserables part.1

Les Miserables 1Les Miserables 1 by Victor Hugo

My rating: 5 of 5 stars


this definitely is quite a masterpiece! the characters and the story. political ideas spread all over the book. it's like we feel being part of this battle for liberty, equality and fraternity!
I didn't liked the waterloo battle's description, though.. not relevant for the story..felt totally out of the context.
anyway this book is highly recommended. I had high expectations and loved reading it. 5 stars for this first part.



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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Música nova

Novas adições à minha playlist:

  • John Butler Trio - "Three" e o homónimo
  • Enslaved - "Axioma Ethica Odini"
  • Doomriders - "Darkness Come Alive"
  • Nice Face - "Immer Etwas"
  • Heliotropes - "III"
  • The Kings Of Frog Island - "III"
  • The Virginmarys - "Cast The First Stone"
  • Dagoba - "What Hell Is About" e "Face The Colussus"
  • Phish - "A Picture of Nectar"
A.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O sítio mais longíquo do mundo!

procurar-nos a nós próprios, dentro de nós. o sítio mais longínquo que é dado ao homem de ir!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Como?

Como poderei eu viver, a partir de agora?

A.

sábado, 25 de setembro de 2010

The God Machine

Ando a ouvir isto há já algum tempo. Descobri através de um dos vários blogs de música que acompanho e não consigo seguir..
Vale a pena conhecer e descobrir pois a mim marcou-me de uma certa forma.
Muitas vezes deixei-me adormecer com este album nos ouvidos e um livro nas mãos, num autocarro que nunca mais para de andar...

Encontra mais artistas como The God Machine em Música do Myspace



A.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

6 milhões como eu e tu

Aqui deixo o que de mais importante encontrei no que toca a osmose de cultura.

http://www.6milliardsdautres.org/index.php?lang

Pessoas com diferentes origens e culturas oferecem-nos os seus pensamentos sobre religião, amor, a humanidade, a liberdade, a exclusão.

O que há de mais forte do que ouvir a voz que é a imagem de uma realidade?

A.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Les Miserables


Estou a ler e a ser subjugado pela obra 'Les Miserables', de Hugo.

Há dois grandes feitos, nesta obra: a história, que é incomensuravelmente bem trabalhada. As personagens são de uma profundidade tocante e as suas vidas seguidas de forma muito real.
Outro ponto é o retrato social aqui feito. A investida política do autor, a crítica a uma época que tanto tinha que crescer!

Ler este livro é viajar no tempo, tornar-se outro homem, sofrer na pele a miséria, odiar o injusto e amar a devoção.

Ler Hugo é mudar-se a si próprio.

A.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

parados.

para alguns, fomos tomados de assalto. o resgate é insustentável, demasiado forte. podemos nunca mais voltar, a não ser que a ordem seja o ataque. a sobrevivência da espécie pensativa reside na criatividade e não no repouso moral.
todos somos atacados sem qualquer tipo de aviso prévio. o normal é a fuga, o deslace brutal com a moral.
de uma certa forma a verdade reside nas palavras do louco.
de uma certa forma o fim será o começo de algo muito mais belo e supremo.

Nada nos deixa exaltar.

Ninguém nos permite esperar.

Cabe-nos a nós lutar,

à morte!

A.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

farto!

tenho saudades tuas,
saudades de andar com duas pernas,
saudades de não depender de ninguém,
saudades de andar de mota,
saudades de não ter de andar aos saltos para toda a parte.
saudades de ir a eventos que decorrem pela cidade.

Mas tenho sempre um tratamento privilegiado nas filas de clubes ferroviários.

A.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Contrato Social

O Contrato SocialO Contrato Social by Jean-Jacques Rousseau

My rating: 4 of 5 stars


Society is made of people. People and rules, and respect and above all: tolerance. We're all different and there's as many societies as there's persons in the world. We are free. free to choose want we want from our lives and free to do it, and that's wonderful! we're no slaves and we don't live at war (for some of us this is not true, unfortunately). but society changed a lot, as the centuries passed by, and now we're living peaceful times.
We vote! (not all societies in the world) even if it's a regular behavior since Greek era, it's different now. things have changed, not always in a good way, but things tends to evolute. there's roman republic election system particularities that was good but not followed (the representative question in this book) and bad things from that time that lasted for long time.
Thanks to Rousseau to show that to me, in his particular and humbly way :)

deeply recommended book,
A.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Departures

Adorei este filme.



Acho que consigo dizer algo sobre ele:
O filme mostra-nos que temos muito para descobrir, para nos conhecer a nós próprios. O que pensamos ser certo e garantido, o que pensamos não ter nada a ver connosco, o que não percebemos e repudiamos, pode simplesmente ser mais do que aquilo que pensamos.
E este filme mostra-nos que essas nossas falsas garantias nos podem ocultar um mundo completamente novo e que nos pode libertar de sombras do passado.
No caso deste filme, trata-se da relação paternal algo perdida e confusa que a personagem principal vive.
Um tema que me toca particularmente..

Uma nota muito especial para o toque 'japonês' que neste tipo de filme fica especialmente bem.
As cerimónias de preparação dos corpos para a 'viagem' é soberba. A imagem, o silêncio, o respeito pela pessoa que parte e pelo luto dos familiares é algo que só uma cultura nipónica seria capaz de enaltecer a este ponto.

A repugna da morte por parte da mulher de Daigo chocou-me um pouco, pois pensava que todo o Japão teria um enorme respeito pela morte. Talvez me tenha enganado ou talvez o realizador quisesse mostrar o quão diferente as pessoas da cidade (Tóquio) são das pessoas da aldeia.

Um muito bom filme.

A.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Coura

Desde a criação do Alive! e SBSR's-"alike". Os festivais de verão também foram centralizados para lisboa. Já não bastava o emprego, a arte e a cultura, agora os festivais! É onde está a gente com dinheiro. festivais a 100€ esgotam e as suas gentes não estão para se deslocar para tão longe e dormir numa tenda a ouvir bêbados a cantar a noite toda. Coura é mítico. Vilar é mítico. O Ermal é mítico! A música desloca as pessoas e não o contrário. Mais uma vez o comodismo capitalista deu uma bofetada às gentes do meu Portugal. O Alive! veio, não por causa da música mas sim como fonte de rendimento. Tudo se centraliza em Lisboa um dia o país vai estar vazio de tudo nas regiões que não Lisboa e cada vez mais as pessoas de Lisboa desconhecem o seu país e nem fazem ideia do maravilhoso que é.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

a luta

uma verdadeira luta contra os preconceitos.



1988,

A.

mais uma vez ao chão

Mas erguer-me-ei com mais força do que com a que caí.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

farto do trabalho

tou farto desta merda. raios partam... nunca se consegue cumprir prazos nesta casa...

estou on,
A.

domingo, 18 de julho de 2010

que saudades..

Que saudades destes tipos.



hail to them, hoje daqui, de vila viçosa

A.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

o roubo



A vida é fodida. Morremos à fome e não há dinheiro para meter o pão em cima da mesa.
As dificuldades somam-se e o destino deita-nos ao chão e anda connosco a rasto como um farrapo.
A perseguição da justiça lateja em nós e fazemos todos os possíveis para resolver os problemas.
O desespero instala-se e a questão moral assombra-nos.
A moral é: temos sempre várias soluções a um problema.
O que nos faz escolher uma em detrimento das outras é a nossa moral, a nossa educação/meio e também a nossa personalidade.
Escapar dessa nossa definição coloca-nos em situações que não controlamos.
A vergonha assoma-se perante nós.
"Fine" aparece.

A.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

o Gingal, de tchekov

Peça astronómica apresentada no Maria de Matos.
Enorme e longa de duração.
O destino selvagem de uma família é posto à prova quando a 'liberdade' veio mudar a vida abastada, cheia de criados "..que nem na cozinha podiam entrar" destas vítimas da mudança.
Demasiados risos, demasiados gritos, pouca luz, muitas sombras. Não há um vislumbre perfeito das personagens a somar a uma confusão de inúmeras personagens deixaram-me perdido no quem-é-quem. Afinal é fácil: todos são um: a família.
A crise a loucura instalam-se, o filho do criado fica com a casa, com o gingal e todos se vão embora.
Até à primavera.
Adeus.

A.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Religião



não é?
A.

grandes curtas

Ontem foi noite de teatro.
Fui ao festival de curtas, em Lisboa.

5 curtas, divididas pela sombra.
Navegamos pelas divisões do pequeno espaço por trás do mercado da ribeira, Lx.

1.Um anão com o humor como arma contra a sua condição. As piadas mordazes para fazer rir e expelir o que de mais/menos lhe incomoda.

2.Um problema de comunicação entre duas vítimas dos novos componentes da sociedade moderna. Toques de telemóvel, mensagens, problemas de comunicação, onde até o olhar é impedido pela ofuscação da confiança na lógica tecnológica.

3.O velho louco que suporta as questões do jovem irreverente/inquieto na estação sem comboios. A loucura faz parte de nós, quer queiramos quer não.
Este tema foi bem melhor debatido por Erasmo, no 'Elogia da Loucura' :) .

4.E surgiu o momento alto da noite.
A discussão entre dois membros de uma relação quebrada. Pelo tempo? Pelo desleixo? ou será pela incompatibilidade que sempre existiu e nunca foi observada?
Um super-homem caído, em desuso, vítima do quotidiano e duma relação que o asfixia.
A tentativa de suicídio por entre os gritos descontrolados à volta dele não o deixam pensar, ser. As perturbações, os incómodos que sente não o deixam respirar: "não me toquem!"
Questiona tudo o que o rodeia, a vida das pessoas, as escolhas que fazem, porque é que está vivo? "Por vezes só me apetece pousar a mão assim por cima do coração e ficar à espera que pare".
E para. Para nunca mais voltar a sentir essa dor/dúvida.
Não sem antes comer uma gelatina numa prato de plástico.

5. A dor do toque de papel, o ódio de o sentir e de não ser normal veio assombrar o quotidiano de uma jovem rapariga, incompreendida pelas pessoas que a rodeiam. Não faz mal, deixou de se relacionar com qualquer um deles.

boa noite,
A.

a lista do mundo

Olá a todos,

A colecção do público afinal vai ser estendida a mais 5 livros, que são:

21. "Areopagítica" de John Milton
22. "Sobre a Liberdade" de John Stuart Mill
23. "O Processo" de Franz Kafka
24. "Assim Falava Zaratustra" de Friedrich Nietzche
25. "A Arte da Guerra" de Sun Tsu

De notar que não encontrei nenhuma notícia/artigo do jornal em questão a referenciar o caso...espero que tenha sido eu a 'falhar' a informação e não o jornal que desprezou o facto.

Acho que a lista deu que falar e nem todos os participantes estiveram de acordo com o resultado, o que deve ter provocado este alongamento da lista.

Eu simplesmente vejo esta lista como uma forma de conhecer/descobrir e ler livros que desconheço a sua existência/importância. Talvez mais cedo ou mais tarde iria investigar e acabar por descobri-los (conhecer-se como leitor demora algum tempo) mas desta forma é algo mais rápido.

Mas deixo aqui também a nota que o simples facto de querer listar os livros mais importantes de todos os tempos é algo bastante ingénuo... e estúpido, até. Não só pelo facto da real lista ser demasiado extensa mas também porque há livros que poucos sabem o seu verdadeiro valor. Outros ficaram esquecidos nos anais da história, outros não foram compreendidos, outros nem toda a gente aprova (ulyses de J.Joyce?).
E todos nós teríamos uma destas listas, não é verdade? E completamente diferente umas das outras.
Por exemplo a minha comportaria sem dúvida "O Livro do Desassossego".
Mas também não foi um livro que mudou o mundo. Ou foi? O meu mundo ficou completamente de pernas-para-o-ar. E "Ulyses" está a mudar a forma como penso sobre as coisas/pessoas/momentos.

Os livros que mudaram o mundo têm de ser sobre ciência, filosofia ou direitos humanos? Ou será que o simples facto de falar sobre duas pessoas que se amam não poderá impactar de forma muito mais violenta sobre a humanidade? Brönte e D.H. Lawrence conseguiram-no, penso.

De qualquer das formas agradeço o esforço de tentar sintetizar (ridiculamente) o conteúdo/resultado das pessoas mais sensíveis desta nossa raça (os sonhadores) esporem aos brutos/selvagens (o público geral, como um bloco) o fundo dos seus sentimentos/.

(perdoem o devaneio)
A.

(posted in 'goodreads')

quarta-feira, 23 de junho de 2010

and then the kiss happened...

A fotografia realmente pode ser algo de poderosíssimo.
Se metermos de lado a vulgaridade da fotografia do turista que aponta e dispara como se não houvesse amanhã, a fotografia é algo de muito forte.

E esta foto é a prova disso. Nunca uma simples imagem nos conseguiu transmitir tanta sensualidade, beleza, aventura, desejo, alegria, emoção, como esta foto:



Obrigado Alfred Eisenstaedt, tiveste no sitio certo no momento certo
e obrigado Edith Shain (R.I.P.) por te ter metido no caminho desse marinheiro em Times Square ;)

A.

sábado, 12 de junho de 2010

Barcelona

E entretanto fui a Barcelona, ver como é.
Impossível não falar da eterna comparação: Madrid ou Barcelona?

eh, pah... escolheria Madrid.
Barcelona é giro, 'arejado' mais alegre, talvez.
Mas é uma cidade completamente voltada para o turismo, para a entrada de dinheiro dessa 'fonte de riqueza', é gente por todo o lado, norte-americanos às centenas, beefs ao quilo... nunca tinha feito uma fila para entrar num museu.

Os museus foram uma desilusão:

Fundação Tapiès: 'vazio'

Museu Picasso: não me agarrou com o seu conteúdo, parece-me que picasso pertence ao mundo e já não à catalunha. Mas gostei da parte da descrição do trabalho das 23 peças sobre o quadro de Velásquez.

La Pedreira: Pouco ou nada de história. Muito giro, belo trabalho de Gaudí, arquitectura original mas apenas isso.

Sagrada Família: Nem entrei! Aspecto medonho visto do exterior (e depois de ver isso e me dirigir para o bairro gótico percebi que me roubaram a máquina fotográfica).

MACBA: Muito fraquinho. Quase nada, excepto algumas obras maradas dignas da arte contemporânea. Tapiès interessante.

CCCB: Muito pouco para ver. Uns televisores com um software para se escolher curtas-metragens (que adoro) e uma exposição B-V-P (Barcelona-Valência-Palma) a explicar o o que diferencia estas 3 cidades com língua catalã (gostei muito).

MNAC: Sem dúvida o melhor museu de Barcelona. O local, o edifício (apesar de não ter história) e o conteúdo deste museu fazem dele o 'must see' desta cidade. Toda a cultura artística, religiosa e urbana da Catalunha.

Cuido com as Ramblas de noite! só putas!
O metro em Barça falha como as notas de 500! Tive de numa noite fazer 9.1 km!

Música que serviu de banda sonora: Primus - Frizzle Fry.

Os pick-pockets são dos melhores do mundo.
Gajas muito giras pelas ruas.
Os preços das coisas são à la turismo de alto calibre.
Quase fui atropelado por uma tipa de bicicleta...
A fnac tem os mesmos preços que em Portugal.
A praia à noite é mágica, tem um belo passeio ao longo da costa.
Só monhés a vender merdas mas não só, Barça é só 'esquemas' para apanhar o guito do turista que passa. rrrggghhh
O Hostel foi bom.

Foi giro mas não hei-de voltar,

cumprs,
A.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Carta ao GrindZé

mas eu não quero ouvir coisas parecidas daquilo que ouço.
nem quero ouvir musicas do senso comum.

quero descobrir as coisas porque fazem sentido para mim (através do que alguém sentiu ao ouvir a cena, textos, histórias que relacionam as coisas), não a um algoritmo de computador, baseado em música colectável.

Por exemplo: nunca te aconteceu gostar de um álbum que toda a gente te diz que é merda?

Por exemplo: não há múscas/bandas que te surpreenderam e que pertençam a um estilo musical que no geral nao gostas? no black? (cobalt, enslaved?) no power? (iced earth?)

e sem falar nas coisas que gosto por razões várias e que não têm razão de ser. Só porque nos fazem lembrar o passado, uma miúda, uns amigos, uma saída, uma ida ao rio num dia quente do verão e uma música no leitor de cassetes do carro...

Quero guardar esta componente "orgânica" à minha vida e música e não ser mais uma "coisa" que as tecnologias pegam, mastigam, controlam e tiram o sentido.

Uma ideia defendo cada vez mais: Existe demasiada informação hoje em dia, temos de conseguir controlar o que queremos saber.

Isto vai no sentido do que o Gama disse na noite de Crowbar.

Um abraço, rapaz,
A.

Precious

Loved that shit!



Por vezes a vida não tem nada a oferecer-nos. Mas mesmo assim encontra-se algo...e luta-se por essa pequena 'luz' neste mundo de trevas.

A.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sós. Orgulhosamente?



Não estaremos afinal, todos sós neste mundo?

A.

terça-feira, 18 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

o Duo longe

em Palmela? longe de tudo? ok.

queria isolamento, aí está.
mudo-me agora?

Adeus,
A.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

isolação.

Era levar todos os meus livros e mais um ou outro. A minha bateria e a guitarra.



Pura e Profunda Felicidade,
A.

oh black, oh my sweety black,

A noite põe-se, lentamente;
Praga aproxima-se, um pouco;
o trânsito flui, mas não tanto como o meu sangue.
Loving you, was like loving the dead!
Lembrei-me, do passado que nunca existiu;
concertos à vista, mas só na minha perspectiva;
black, black, black, black, number 1!
vertigens sim, mas só de te ver;
músicas por gravar, arrepios nos sentidos;
que tomada de posse,
Estes cabrões,

A.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Type O Negative

a ti, meu cabrão, que te foste em grande. Grande banda!



Obrigado,

A.

César, página 500

César foi um cabrão.
Não foi mais do que muitos dos homens públicos da altura. Eram outras regras, as que estavam em vigor no senado, na sociedade.
Por trás da aparente sociedade reflectida, controlada pela ordem e pela paz o senado não passava de um coliseu de lutas de gladiadores; simplesmente as vestes e as armas eram outras.

Após ter sido cônsul, César foi para onde queria ir: para a guerra. A Gália não era o seu desejo primário mas a Ásia estava fora de mão e a Gália era a única grande opção, ainda bem.

Foi uma região importantíssima para a república e para o império.
A Gália foi vencida, não sem perdas e sem grande esforço, mas venceu, pah! Pompeio contra o agora enorme César não ajuda e quando este volta a Roma, em vez de receber o tão merecido Triunfo querem lhe tirar as legiões e julga-lo por abuso(s) de poder...

Será a guerra!

A.

ao de leve

surjo por entre as sombras, de onde tu te proclamas rainha.
De onde nada poderia ser melhor que esperar pela queda, pela vertigem.
Tornar a ver algo que nunca poderia esperar, sem ser o desejado odor de mim.

Ao pensar em algo que me mexe nas entranhas e repete aquele som do terror, da dúvida.
não há quem fique isolado, nem calado. Onde nenhuma limitação nem prisão retém o grito do arrepio corrido ao sentir a tua mão ou o teu olhar passar por mim, ao de leve ...

A.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Crowbar

foi tão bom! que alguns nem hesitaram em rastejar...


A.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um Colosso!

a sua vida em palavras;


A.

Pallas

Estou preso na torre do mal e de que me lembro eu? De Pallas!


A.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Os maias

"...Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada, que se chama o Eu, ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito Universo... Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades."



Obrigado Eça,
A.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Oh God!

I have failed!


A.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Metropolis



O filme perfeito?

Adorei este filme, tinha-o aquei para ver há tanto tempo e ainda não tinha pegado nele porque pensei que ia custar 2 horas de imagens paradas e sem desenvolvimento. Que preconceito estúpido!
A história é muito trabalhada, a qualidade do trabalho de Frit Lang é impressionante, as imagens que este filme tem são de cortar a respiração, há momentos que são de uma expressão perfeita, de uma execução perfeita, o encadeamento magistral.

É o filme mais antigo que aqui tenho, 1927.

tem 87 anos.

uau,

A.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Kawa!




KAWAAAAA! \m/


finalmente,

A.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

drugs!



I'M ON A DRUG RUN!!!!!!

TO FONTAAAANNAAAAA!


foda-se,

bem precisava de uma linha....


A.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Slint

tenho de prestar homenagem a esta banda aqui.

foda-se que não há nada que me lembre que tenha gostado tanto de ouvir latelly.
As músicas são intimistas e experimentais. Caóticas e românticas. Melodiosas e complexas.

Obscuras, calmas, gritadas, voláteis, simples, belas, fazem-me viajar, brilhantes, luzes do céu, claras, interrompidas, prédios lá em cima no céu nocturno, gritos, contínuas, solidão, brutas, loucas, amor, dor, sentidas, cantadas,beleza, gritadas, subtileza, passíveis, sorte, traumatizantes, carinho, eficácia, clara, slint.




A.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pára-quedas

Sobre o tema "problemas":


“ Just because nobody complains doesn’t mean all parachutes are perfect."

— Benny Hill


A.

Tão verdade




A.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eça,

Vou ler os Maias.



Eça nasceu na Póvoa de Varzim e faleceu em Paris. Não sabia que era cônsul lá.

Até foi cônsul em vários outros sítios: Havana, Newcastle e Bristol.

Filho de pais com dinheiro e posição social proeminente, bastou tirar o curso de Direito em Coimbra, viver em Lisboa uns tempos, viajar pela Ásia, meter-se na Administração pública em Leiria...para evoluir para o consulado.

Não sei de nada de sua vida amorosa. Cá para mim...

O que me leva a pensar quantos não tinham um potencial enorme como romancistas e não tiveram oportunidade de se mostrar porque não vinham de famílias abastadas? Isso é medonho e entristece-me.

Onde o Eça teve mais rendimento literário foi quando esteve em Inglaterra. Mau era! Newcastle? Bristol? Não há lá nada, sem ser rochas!

Eu sei, porque tive de ir ver o que aquilo era, depois daquele telefonema a ameaçar-me a passar os próximos meses a ler muito! Muito, meus amigos!! ehehe

A.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Amenófis IV

..Mais conhecido por Akhenaton, foi um dos mais importantes reis egípcios. Revolucionou o seu reino, acabando com o politeísmo e proclamando Aton como único deus: o deus do Sol e da vida. Alterou o seu nome para Akhenaton, que significa "seguidor de Aton" e criou o templo de Tebas. As reformas foram várias, com o intuito de evoluir o povo egípcio e torna-lo mas forte. Nefertiti, sua esposa, sempre o apoiou e ajudou nas suas decisões.
Quando Akhenaton morreu, o povo cagou pra essa merda toda, voltaram a adorar os deuses todos como antes do seu reinado e fizeram com que os seus feitos fossem destruídos e esquecidos.

Hoje pouco nos fica dele, apenas a mensagem simbólica da sua vida.





A.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

a morte

Ao ler um artigo da National Geographic, que falava sobre a ilha Athos, descobri a ordem monástica que lá existe. É bastante rígida e extremista, os monges são pessoas completamente desligadas do mundo que existe fora das suas preces.

A tal ponto que quando morrem, os seus ossos são lavados em vinho (segundo uma tradição grega muito antiga) e guardados lá no mosteiro.

Gostei da conclusão do artigo, que se referia a este particular ponto e explicava assim um monge:

"A morte é um passo muito fácil, para quem se considera já morto para este mundo."


A.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

so much!

ando praí a consultar umas listas. fogo, muitas listas se fazem.

A minha cena é, tentar perceber que livros poderão ser demasiado importantes, para eu não passar ao lado deles.

A cena é que são muitos. e descobri o site goodreads, que me ajuda nisso. Ajuda-me .. isto é.. sim, ajuda-me a ter uma lista de livros 'to read', que com a qual posso definir coisas do tipo: 'eh pah, ao tempo que tenho este na lista dos to-read, vamos lá ler isto', ou então: 'eh pah, eu sei que comprei este há só uma semana, mas quero le-lo agora'. ehehe

próximas leituras:

"A pianista", eh pá tenho mesmo de le-lo, já o tenho há 2 anos em lista de espera!!
"A Odisseia", tenho de o comprar. quero ler este, porque tenho o "Ulysses" de Joyce por ler, e quero ler o Odisseia antes do Ulysses
"o evangelho segundo jesus cristo", fogo.. ainda nao tenho coragem :P fica para depois..
"os miseráveis", comprei a versão de bolso, em françês. É bem mais barato. fogo que em pt são 35€!! um livro que deveria ser oferecido na rua! em vez daqueles jornais grátis de MERDA!

e vários autores europeus!! principalmente franceses: Proust, Zola, Anatole France, Hugo, Camus..


falando em Anatole France, vou ali à fnac comprar o Naïs, dele. tá a 5€. e aproveito passo pelo quiosque ver se há "courrier international" e "ulysses".

fui,

A.

largar tudo

sem o querer, tomei a desejada loucura como se ontem se tornasse luz. talvez a razão me tenha escapado, no delinear da verdade, onde tudo se torna obscuro .. para poder existir. definir-se através de dor, da compaixão. tu já não sentes como o dizes, como o palpavas. golpes rudes definem a tua personalidade..crises após crises. o círculo de óbitos reúne-se para se demarcar da sanidade moral do frenesim instaurado nas ruas, à hora de almoço. entre-campos não é nada..nem sombra..nem vento. só me apetece...

uma imagem aleatória:



A.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

voltei lá,

sim, voltei. falo da cinemateca.

Não tinha la ido desde o falecimento. Está diferente, as definições estão perdidas, os lugares, as expectativas.

Não sou um trad da merda. Conheci aquilo com os textos dele. Não eram só os filmes, a tela a preto e branco, o cheiro a mofo, as pessoas com pensos na testa... Eram as suas palavras!
Sobre os seus sentimentos em relação àquilo que descrevia: o cinema.

Fui ver 'Sullivan's Travels' (1941), de Preston Sturges. bom!

Gostei do facto de ele procurar realizar um filme de grande impacto, uma cena muito séria e dramática e no final de contas, depois daquelas aventuras todas, perceber que no fundo, quando as pessoas realmente não têm nada, apenas têm o riso, como forma de expelir os seus males.

bom!

Faz-me lembrar o tema recorrente do zé: porque é que as comédias não ganham Óscares de melhor filme, ou melhor interpretação?

A verdade é que já ganharam. Mas agora o drama é quem manda aqui.







A.