terça-feira, 16 de dezembro de 2008

só tempo.

É Natal.

Este ano não me limitei a escolher uma música de natal, fiz uma selecção de várias músicas e criei um álbum.

Aqui vai a tracklist:

  • 01 - Pennywise - christmas in hell
  • 02 - Mighty Mighty Bosstones - This Time Of Year
  • 03 - Dirtbombs, The - My Last Christmas
  • 04 - Sufjan stevens - Come on lets boogey to the elf dance
  • 05 - Colbie Caillat - Mistletoe
  • 06 - Aimee Mann - I'll be home for christmas
  • 07 - Declan O'Rourke - Christmas Wine (Acoustic)
  • 08 - Save Ferris - christmas wrapping
  • 09 - Ramones, The - Merry Christmas
  • 10 - Wizo - Santa claus is coming to town
  • 11 - Raveonettes, The - The Christmas Song
  • 12 - Dismemberment, The - Plan this christmas
  • 13 - Deer Tracks, The - Christmas Fire
  • 14 - Noah And The Whale - Give A Little Love
  • 15 - Beach Boys, The - Little Saint Nick
  • 16 - Walkmen,The - No christmas while im talking

A I. adorou a música do Declan O'Rourke, e eu também. Tá muito "frozen in time", gostei.


Ontem fui ver a Rita RedShoes, com a M.
Jantamos num restaurante argentino, gostei muito. Tivemos uma conversa sobre o que se passou no domingo. Acho que reagi exageradamente ao ir embora nessa manhã.
Mas conversamos, peguei-lhe na mão e ela deu-me um sorriso. um sorriso lindo. Percebi que tinha feito mal.


Passamos uma boa noite juntos. Gostei muito da companhia dela.

Ela por vezes pensa coisas de uma forma 'especial', quando deita cá pra fora é de uma forma que nem sempre compreendo.
Ontem a abordagem do tema 'crucial deste momento' foi um tanto ou quanto estranho.

Veremos,

A.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O tormento

A fase de se remettre en comptes, para retomar a normalidade.

Conquistar o desconhecido e reconquistar o perdido.

talvez morrer.

caso não, há este site d música ao vivo:


ouço o elvis costello!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

cinanima

ontem fui ao cinanima, festival de cinema de animação, na culturgest.

fui com a M, e uns amigos dela... Noite um pouco confusa, mas deu para ver as reacções das pessoas.

Os filmes foram muito interessantes e o preço do bilhete muito competitivo: 0,00 €!

Gostei muito da mulher do violoncelo, do homem que se encontra a 91cm dele próprio e das casas aos cubos.

A repetir!

http://www.cinanima.pt/


A.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

band of brothers

Após muita insistência de forças exteriores, decidi dar uma oportunidade a uma série televisiva.

Há muito que acho que as séries TV não são mais do que preenchimento do vasio da vida do espectador através de novos-conceitos de tele-novela moderno. Pois não têm qualquer conteúdo, sem ser a vida amorosa de actores/vidas tão desejadas por nós, simples mortais.

Encontrei uma excepção: Band of Brothers.

A série reconstrói, através de vários relatos dos verdadeiros acontecimentos, alguns momentos da Easy Company, durante a segunda guerra mundial.

Se poderem, vejam. Está muito forte, muito humano.




And Crispin Crispian shall ne'er go by,
From this day to the ending of the world,
But we in it shall be remembered;
We few, we happy few, we 
band of brothers;
For he to-day that sheds his blood with me
Shall be my brother; be he ne'er so vile,
This day shall gentle his condition:
And gentlemen in England now a-bed
Shall think themselves accursed they were not here,
And hold their manhoods cheap whiles any speaks
That fought with us upon Saint Crispin's day



A.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Halloween

hoje à noite...



é reviver o clássico de terror...

\m/,

A.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

need some backup here...

hi there, long time no see! :p

um longo tempo nos separa, mas não nos distancia.. muito aconteceu desde o último post..

Vi o Tua como nunca, Londres foi minha, concertos e museus..

livros: António Lobo Antunes, e mais livros técnicos/frios, história, científicos e mitologia.

cinema: filmes italianos anos 60, americanos anos 30, portugueses anos 50. grande dedicatória este mes por parte da cinemateca a Manoel de Oliveira. Estarei em grandes momentos.

música: um grand back to the roots, latelly... com napalm death, death e testament a liderar o top dos mais ouvidos.. mas também rock com earlly judas priest, motorhead ...

ando também a estudar a cena "pianistas russos importantesdo século passado". que me tem dado grandes surpresas. há muitos nomes importantes. e muito focam o seu trabalho em obras/concertos/operas/estudos de Lizst, Beethoven, Rachmaninov, Ravel, entre muitos outros.

Tenho uma certa preferencia pelo pianista Arcadi Volodos.
E tenho curiosidade (ainda não tive a oportunidade de ouvir) o pianista Nikolai Lugansky. Sendo este um dos mais importantes nomes da época actual. Foi um dos melhores alunos de nomes importantes: Tatiana Kestner, Tatiana Nikolayeva and Sergei Dorensky.

Mais info: http://en.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Lugansky

O assunto emociona-me um pouco..

tenho de ir,

A.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

finalmente vi-O!

É por toda e qualquer razão e motivo que o esperei, o desejei, e .. finalmente o alcancei:



七人の侍


simplesmente perfeito.

A.

o buraco...

...nao do medo, não o erótico; mas sim o da lacuna: o buraco que define a minha falta de inspiração para novas músicas.

preciso de algo (alguém) que me inspire!

A.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

e como tudo recomeça...

finalmente september resurge perante mim.. e a cinemateca abre-me as portas:

party girl (1958), de Nicholas Ray.


e ao mesmo tempo:



A.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

No entre-acontecer..

Eles vieram!




Foi tão bom.

O nome é Anathema, o festival é Alliance. O resto foi deplorável;

As surpresas foram: We Are The Damned e Exodus.

O festival correu tudo mal, no primeiro dia 3 horas de atraso (problemas técnicos e merdas de moonspell; já num os posso ver à frente!); no segundo dia 15 mints adiantados (perdi a primeira banda).

Arch Enemy foi uma seca; A gaja é uma poser insuportável (sim, é muito boa!) e os guitarristas são chatos como a merda! (São precisos meia hora de solos por guitarrista e por música? é? dasss).


A.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

all wired up...

Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
My friends all drive Porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?

Oh Lord, won’t you buy me a color TV ?
Dialing For Dollars is trying to find me.
I wait for delivery each day until three,
So oh Lord, won’t you buy me a color TV ?

Oh Lord, won’t you buy me a night on the town ?
I’m counting on you, Lord, please don’t let me down.
Prove that you love me and buy the next round,
Oh Lord, won’t you buy me a night on the town ?

Everybody!
Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
My friends all drive Porsches, I must make amends,
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?

That’s it!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

...e ... um mês depois!

Ah posé!

Aproximadamente um mês e meio após ter a bateria em casa (42 dias);

Tenho a primeira música gravada! \m/

Tá concluída, mas ainda crua! Tenho de passar os próximos tempos a ouvir isto em ciclo para ver se é necessário remover impurezas e/ou alterar ideias.

Tenho de escrever as lyrics, e começar a arranjar contactos de gentes com voz.

Penso já ter três pessoas dispostas à brincadeira. Duas masculinas e uma feminina.

Penso precisar de grunhidos masculinos e vozes limpas masculinas e femininas.

Há aí umas pessoas que gostava de convidar para meter vozes nas minhas tracks, mas tenho de ter mais material para mostrar e convencer.


Mãos à obra!


A.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

der triumph des willens

Por vezes há filmes que são mais do que filmes.
Deixam de ser filmes.
Passam a fazer parte da história e não apenas conta-nos uma história, mas sim mostra-nos.

Convidam-nos a ver; e não apenas olhar.

Ver o que fomos, como fomos capazes de tal; De chegar tão longe; Foi tudo tão natural, tão humano.

E há quem diga que foi tudo invenção, que nada disso aconteceu.
Já se começa a esquecer-se.



Riefenstahl foi não apenas uma realizadora, foi a história.



Foi giro ler a opinião de Benard da Costa, nos documentos que acompanharam a projecção da cinemateca;

Conta ele as dificuldades que teve em conseguir uma projecção livre em Portugal.
A primeira data de 1993.
A Alemanha impunha critérios rigorosos e exigentes para todos aqueles que pretendiam projectar o filme fora da Alemanha.

Uma medida talvez para esconder.. para esquecer?

Poderá esquecer-se? ...De certo que há quem o faça.

Eu não.

A.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Inhuman.

Noite de concertos no man's ruin;
Motivo: o regresso dos Inhuman! :)

Cartaz:
- VS777
- Theriomorphic
- Sacred Sin
- Inhuman

À bela desconhecida que vi nessa noite: um beijo!


VS777:


Theriomorphic:


Sacred Sin:



got tha set-list:


inhuman(dez anos depois):



love that bass:

regresso a lx; sem nada a não ser ...



A.

Big night out!


All right!

Right on!


uhhh!



(Os comentários são verídicos!)


A.



quarta-feira, 18 de junho de 2008

17-JUN, man's ruin: cacilhas.

Grande concerto ontem, no man's ruin (nova gerência do O Culto).

Cartaz:

- Four Question Marks;
- Complete Failure;
- Jucifer;

- Today is The Day;

Preço: 10 euros.

Hora: 21h00

Situação: França a mamar 2-0 no bucho da Itália! E a Holanda a dar de comer aos romenos: 1-0; à mistura com situação petiscos e cerveja em Cacilhas.

Sala com muita pouca gente, tive a esperança que viessem os atrasados: mas poucos foram!

Os concertos começaram muito cedo (a horas, ultraje!) com os FQM da França a largar um death com muito flavour de Meshuggah. Mas as intrigas criadas pelas melodias são bem interessantes: a notar a habilidade do baterista, que tinha os pratos todos partidos! Lol.

Após o concerto fui treinar o meu francês com os tipos. Ficaram muito surpreendidos de encontrarem alguém a falar francês fluentemente cá em Portugal. J

(fomos buscar mais uma)

De seguida vieram os Complete Failure para o palco. Death Metal oriundo dos EUA (e a partir de esta banda todos têm origens na terra do oncle Sam. Sons algo subversivos, com um vocalista a par da situação, lol! Boas malhas e secções rítmicas. O baterista parecia gente de poucos amigos. Nem uma única expressão! E uma velocidade atroz na bateria (o Zé achou que ele ia matar alguém nessa noite!)

Resumindo: ganda som!

(fomos buscar mais uma)

De seguida a surpresa da noite: Jucifer.

A melhor banda da noite.

Chegamos à sala tava uma tipa PODRE DA BOUA (ruiva!) com a guitarra (uma jaguar) a dar uns sons à malta…

De repente sobe ao palco um tipo com um casaco e capucho posto e bejeca na mão.. tira o casaco e mete-se na bateria: começou o descalabro!

Rockalhada das mais capazes! Sons completamente rebuscados à terra do southern rock, misturado com a decadência do 80’s punk!

O baterista tava completamente descontrolado. Adoro ver gajos com baterias pequenas fazer muito mais do que os com grandes kits não conseguem fazer! (o tipo dos CF e TITD vidrou completamente no baterista: tava na primeira fila a ver o que ele fazia).

Ao fim do concerto fui lá falar com eles (fizemos isso com todos as bandas dessa noite) e passou-me pela cabeça pedir a guitarrista em casamento! Mas ao invés disso fiquei pasmado com beleza e timidez da rapariga: um anjo! Fdx, tenho de meter aqui uma foto:



Ao baterista disse-lhe que o gajo inventa larguete e que ele é um delírio! Ele responde: “next time I will not drink that much!” e eu respondi: “oh please, don’t do that!”, ao que ele parte-se a rir: gente porreira!

A última banda (o grande nome) foi Today is the Day. Sinceramente foi uma desilusão. Não pela banda em si: mas pelo vocalista. Acho que o gajo não tem voz! Se ele tentasse dissimular a cena com gritos ou grunhidos… mas não! Ainda por cima mete-se na aventura de cantar cenas acapella!! Notou-se ali uma falha de cenas que eu não teria coragem de re-presenciar.

Após cada concerto, tivemos momentos cá fora com os elementos da banda a falar de música, gajas e futebol (este último, principalmente com os franceses. eheheh)

Gajas: apenas duas beldades, uma loira e uma morena. (A morena devia ter mais uns anos..)

Ao vir embora, vim de barco com o manager de moonspell (que o Zé fez questão em avisar-me por sms já a meio da viagem lol, senão eu não sei com quem falo…)

Grande noite.

terça-feira, 17 de junho de 2008

a sombra.

e o teu sopro percorre,
por onde nunca terás alcance.
o teu ser sempre não pertence
à palma da minha mão.

desejar o que perdi
apenas para mostrar,
que Deus e eu não observamos
obliviante e só apenas.

os teus olhos no meu ser
como nunca ninguém olhou.
poder fugir e olhar para trás
sentir sem perdoar.

não obstante o desaparecer
o silêncio como ardor,
o teu corpo fica aqui:
onde nada perdurou.

foste o folgo da paixão
o crer de mais razão,

para mais do que o que sinto,
terei o segredo em mim.

ver-te-ei, sempre que fechar os olhos.

A.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Mayhem For The Masses

Tenho de fazer um post para celebrar o nascimento de um novo blog:



É o blog de um amigo meu, que já andava a ameaçar faze-lo.

Trata-se de um blog que tem como objectivo fazer a promoção de concerto interessantes a vir no mundo do rock e do metal.

... Mas não só, espero que também haja comentários e críticas a novos lançamentos .. e mais outro tipo de informação!

Esperemos que o blog não seja apenas uma intenção: que se torne realmente num meio de comunicação!

Força aí zé!

A.

Let the show begin!

Finalmente!

Após anos e anos a desejar que isto aconteça, sem nunca realmente fazer tudo o que seria possível para que aconteça: finalmente tenho uma bateria.

Não uma bateria acústica, como seria a real shit! Mas não tenho alternativa, vivendo eu num apartamento.

Sou o feliz proprietário de uma Roland TD-12, que comprei no dia de Metallica cá em Portugal (grande simbologia astrológica!!).

Desde praí meados de 2005 que sonho em ter esta bateria: não fui muito rápido a concretizar a cena...

Desde a primeira vez que toquei numas baquetas: na escola de música onde tinha aulas de guitarra (deve ser por volta do ano 2000), mentindo às funcionárias que era aluno de bateria e podendo assim gozar da disponibilidade de tocar bateria em qualquer altura.

Comecei por ir lá tocar todos os dias e depois de algumas reclamações por partes dos ouvintes do edifício, tive de começar a ir lá só de vez em quando.

Depois começaram as aulas na universidade, a bateria foi retirada da sala de aula e não houve mais professor de bateria nem alunos...

Labianca começou alguns anos mais tarde, por isso concentrei-me mais na guitarra..

Nos intervalos das composições e dos ensaios puros e duros eu e o Covas ainda fazíamos umas Jams: ele ia para a bateria e eu para o Baixo: inda me recordo... e é do que mais tenho saudades.. esses momentos de delírios em que compunha-mos cenas mesmo loucas e o Hugo juntava-se a nós com a guitarra quando tocava-mos qualquer coisa que lhe fazia bater o pé! Foram grandes momentos, perdidos para o sempre...

O que nos leva a hoje: Ando a tocar sozinho em casa... comprei um pequeno aparelho para ligar a guitarra ao PC e assim gravar ideias.
Surgiu a necessidade de compôr os ritmos para essas ideias que entretanto se transformaram em músicas...

Uma simples e afortunada pesquisa no Google fez-me o mais feliz dos guitarristas: ter uma bateria em casa!

Ainda o outro dia tive um pensamento sobre "mas quando afinal poderei eu realizar o sonho de ter uma bateria? Será que acordo um dia, tenho eu 50 anos e ainda à espera que algo aconteça?"





emocionalmente, A.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Seek and DESTROYY!!!

Hoje tocam os Metallica, no Rock in Rio. ou melhor: Rock shit Rio.

É pena, porque gostava de rever os Metallica! Muito provavelmente irão apresentar novos temas no concerto... o novo album deve estar aí a arrebentar!

Mas cago pró Rock in Rio: 54e à entrada? dasss!


Hoje vou masé buscar o meu bébé! ;)

Se tudo correr bem, depois tiro fotos pra mostrar aqui...

E se tudo correr ainda melhor: rapidamente hei-de ter músicas pra colocar aqui!


\m/ \m/ \m/ \m/ ,
Adriano.

O cinema dos anos 60



Mais uma grande projecção da instituição:

"I Fidanzati" de Ermanno Olmi.


Ao ver este filme, tive mesmo a sensação de sentir a Itália dos anos 60.
Depois de Godard, até onde se poderá ir?


A.

Il Cuore Altrove





Lindo, lindo! Há já muito que não via algo de tão belo!

A.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

e ela disse...

E ela disse:

"És demasiado independente, nunca pertencerás a ninguém!"



Partiu-me o coração, ao abrir-me os olhos...


A.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O Mal

Irei aqui tentar definir o que é o mal.

Mais do que a definição da simples palavra. Pretendo definir o mal como "O Mal".


O mal é o sentir prazer na destruição do bem.


Sendo o bem tudo aquilo possa ser considerado como "puro", "perfeito", "normal" ou "natural".

A.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Wild Strawberries



O outro dia vi o filme "Wild Strawberries" de Ingmar Bergman.

É o meu terceiro filme de Bergman, após "A lesson in Love" e "Saraband". Esta escolha é totalmente responsavel pela disponibilidade por parte do meu fornecedor: Fnac!

Pois na realidade nenhum me interessa mais do que "O sétimo selo"!

Este filme tem a mesma forma que os outros que vi de Bergman, a base do filme são as personagens que entram na intriga e a arma escolhida são os diálogos entre estes.

Com fundos de pensamentos sobre homem/mulher, a existência de deus versus ciência, torna-se algo de interessante de ver.

A verdade é que não percebi nada ao filme!
Chega o fim do filme e não percebi qual a intenção, qual o objectivo!

Tentarei reve-lo daqui a 20 anos, talvez encontre uma resposta. :)


A.

Boris 27 Maio 2008

(Boris - Smile)

Sítio novo: era pra ser no ZDB, mas fomos parar à LXFactory.

A zona é porreira e com bom ambiente (adoro Alcântara).
O local do concerto encontra-se num beco sem saída, num conjunto de fábricas abandonadas, é mesmo debaixo da ponte 25 de Abril, o que deixa um ambiente alternativo que me agradou imenso.

As bebidas eram caríssimas mas encontrei um tasco não mt longe do mais barato que há! lool! E o povo acabou todo por parar lá.

O concerto comçou com Growing: a verdade é que não prestei muita atenção, pois não gosto da ideia por detrás do conceito (electro noise?!?)

A bófia entrou em cena antes de Boris...
Quase que ficamos sem concerto.. mas a cena acabou por arrancar..

O concerto foi aceitável: Uma banda a dar tudo e o público completamente estático (pitalhada "vans,501,police", como diria tool! lol!) mas bastantes miúdas e algumas bastante giras, até!!

O baterista bem tentou puxar pela malta.. mas não arrancaram os pés do solo...

As músicas foram forte e directas, não tocaram nada do album "pink", mas prontos..

Não houve Encore!!

E fui a pé pra casa... dormir 4h.

A.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Cristo Rei

Já ao tempo que não faço visitas/viagens a este nosso Portugal: pois bem!

Fui até ali ao outro lado: a Almada, ver o Cristo Rei.
Mas isto não foi ontem nem a semana passada.. foi mesmo há já alguns meses.

E ainda há viagens que ainda nem vim postar aqui! sou uma bergonha!

Mas prontos, a viagem ao Cristo Rei foi porrerira e a vista sobre Lisboa é qualquer coisa!

Junto envio as fotas que o provam!










A.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Som do inferno!

E no inferno, o que se ouve?



A.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Inferno!

É oficial desde ontem: vou voltar para lá:



A.

O Cemitério de Raparigas


Acabei de ler "O Cemitério de Raparigas" de Miguel Esteves Cardoso.

Apreciação final: É um livro razoável.

O livro trata de um relato da vida de um gajo que tem uma vida centralizada nas mulheres que come ao longo dos tempos. Pouco mais entra em consideração para esta personagem, talvez seja aí que o livro perde um pouco de interesse.

Penso que tem partes interessantes, nomeadamente as relações falhadas da personagem principal e a forma como essas relações se degeneram.

Há, para mim, uma parte que é claramente uma desilusão: quando ele se casa com uma rapariga de 19 anos. Não pelo facto de se casar, mas sim porque a personagem perde "vida": deixa de haver razões para continuar a ler o livro.

O final do livro custou-me um pouco a acabar.. mas não acho o livro horrível, como um colega meu de trabalho aqui achou.

No final das contas, fui à procura de um livro de Lídia Jorge. Deu-me vontade de descobrir esta escritora.
Isto no meu pessoal: Ciclo dos autores portugueses.



A.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Tenho um mestre.

Sir Alfred Hitchcock:



Vi ontem o 39 Steps,




Fiquei maravilhado com o filme. Comecei-o a pensar que seria mais um filme de suspence sem qualquer surpresa... Enganei-me redondamente!

Achei o desempenho do Robert Donat, assim como a relação com Madeleine Caroll.
Achei que Donat faz um papel maravilhoso e acrescenta imenso ao filme. Com o seu humor e peripécia nas situações criadas pela situação em que se encontra, faz com que o filme se torne extremamente flúido a ver.


Quando se dá por ela, o filme acabou e já se pensa: "qual será o próximo Hitchcock a ver?".


Encontrei referências ao papel de R.Donat neste filme num livro que li: "O último Samurai", de Helen Dewitt.
Um muito bom livro, cheio de imensas referências sobre arte, nomeadamente Kurosawa (daí o nome do livro), Donat, Proust, Homero (tenho de ler a Odiseia), Chopin.. E ensina o grego, o japonês e o árabe.. (conceitos básicos, claro...)
Mas é um grande livro.


A.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

F. W. Murnau's Faust

Tenho de vir cá falar do melhor filme que vi até hoje: Faust de F.W.Murnau.




O filme é mudo: Não tem um único som. É a preto e branco e fala da história de Faust que vende a sua alma ao diabo (mefistófeles).

É um filme sobre o amor. Amor à vida, amor ao ser humano, amor à mulher!

Adorei todo o filme mas sem dúvida que ficará pra sempre na minha memória a parte final do filme, onde o arcanjo e mephisto concluem que fausto não cedeu às forças do mal, porque exite uma força muito forte, que é superior a tudo quanto o mal pode possuir e que nunca irá destruir a raça humana nem a vida, porque essa "coisa" é pura, verdadeira e encontra-se no centro da vida.

A essa força chamamos AMOR!

e aparece assim, entre as imagens tremidas, da fita a preto e branco velha e gasta, sem som e entre as intermitências das frames de texto e de imagema palavra "LIEBE!"

É tão lindo!! simplesmente, perfeito!

E aconteceu-me uma coisa estranha depois de sair da sala de cinema, algo que nunca me tinha acontecido, algo que nenhum filme (ou livro, música,álcool ou mulher) alguma vez me fez:

Sou homem que chegue para o poder dizer em (pseudo) público: Já chorei a ver filmes. Mas não chorei ao ver este filme: o Fausto ser devastado pela morte, ou a sua mulher sofrer o que sofreu... Só depois de sair da sala de cinema e de ter saido prá rua. Sentir o ar de fora, a cidade, a vida... tive uma quebra sobre mim, e senti a tristeza toda pelo Fausto e sua mulher, ou será por outra coisa qualquer? A verdade é que parece que vinha de muito longe, como se tivesse chegado de uma viagem de outro mundo, um mundo que não existe de verdade, apenas em mim. E a queda foi dolorosa.

Penso que nunca mais serei o mesmo...

alguns links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fausto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Goethe

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Kurosawa.

Ontem vi o meu primeiro A.Kurosawa.




A ideia não é original dele, trata-se de uma adaptação do shakespeare's Hamlet.
Mas é sem dúvida a adaptação mais interessante que vi até agora (das não-sei-quantas versões que já foram feitas).

Não sei que tipo de comentário deixar sobre o filme, a sensação que me deu foi de neblina sobre as vidas e personagens que percorrem a história.

Adorei certos momentos e certas cenas do filme. Também gostei imenso do papel da mulher manipuladora.
Também gostei imenso ver as cerimónias dos povo tradicionais japoneses, é sempre algo incrível de se ver.

Tenho de procurar mais cultura do Japão. Já a literatura está a conquistar-me com Murakami e outros.. Tenho de ver mais Kurosawa's e outros...

Tenho de dar um forte Check it Out nisso...

A.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

finalmente, teatro!

sim, finalmente voltei a meter os pés no teatro. Que depois da peça de Lepage "La trilogie des Dragons", nenhuma outra peça de teatro que se seguiu me deu vontade de ver.

Não cheguei a falar aqui no blog dela, foi este inverno, no CCB. Só para resumir: Após as 3 horas e tal de duração da peça, ao sair da sala quase comprei mais um bilhete para o dia a seguir.

Foi, sem dúvida a peça de teatro que mais me tocou...

Voltando ao presente, ... fui ao Comuna, ver a peça 'Berlim':





Não gostei dos 15 minutos de atraso. Não gostei do sentimento de simplicidade da peça. Mas de resto gostei e penso que fica uma sensação positiva após reflexão.

Gostei das personagens, e gostei dos diálogos, ou deveria dizer reflexões pois praticamente não há diálogo entre as personagens, mas sim a 'mente' de cada personagem a mostrar-nos o que cada um destes pensam e sentem.

A peça está carregada de noção de sexo. Sempre se tem a necessidade de acentuar a ligeireza das escolhas sexuais de marta, a personagem principal. Transmitindo assim a ideia de vulgaridade através da sua escolha de vida, para carregar ainda mais o cinzento de Berlim e das pessoas que lá vivem.

O racismo também é um tema sublinhado, onde há uma violenta 'libertação' da mente de marcus, após vários anos naquela cidade fria que parece alterar as pessoas que ousam viver lá muito tempo. Senti-me pouco à vontade com o que ele disse.. (que nem ouso aqui repetir) e ainda mais por estar lá um actor negro. Penso o que ele achará de ouvir isso todas as noites...

Fica aqui a 'ideia' que mais gostei da peça, é qualquer coisa como: "os sapatos são o produto que melhor mostra a evolução da sociedade. (...) Algo tão estúpido (...), que carrega com seres que têm nome .. e que por vezes se tornam... sentimentais".
Não é exactamente assim, mas é essa a ideia :) lol!

Foi a minha primeira vez no teatro Comuna. Gostei muito do 'Café Teatro' tem muito bom aspecto! :) e o espaço cá fora.. com as pessoas 'alternativas' (meu deus, C. ...) à espera da peça...

A.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Museu do Brinquedo.

Quando desci à vila de Sintra, passei por este museu e decidi entrar.
Claro, não pensava que iria ver nada de extraordinário, sem ser brinquedos de vários tipos, tamanhos e de épocas diferentes.

Não pensei bem, no que poderia ver num sítio destes.

Quando me deparei com a secção de "guerra". Onde se encontra soldados ...(e armas e tal) de várias guerras da história.

Fiquei abismado com isto:
















Reconstituições de cenas de propaganda nazi!! com detalhes impressionantes, as personagens estão todas lá, os graus de comandos das SS, a postura das pessoas..

E pensei: Mas o que é esta merda? Brinquedos é que não são! Só se for para um pequeno exterminador nazi de 8 anos!

E porque não criar também brinquedos de pequenas vítimas judeus em campos de concentração?

Haverá brinquedos a reconstituir cenas de Auschwitz?

Por um lado temos de perceber que tudo e todos somos fomos "atingidos" por esta guerra e é normal que o negócio dos brinquedos também o tenho sido.

Não questiono o facto de estarem expostos neste museu, porque até achei que foi a melhor exposição que lá estava (mesmo apesar de ter encontrado lá o fundador do museu e de o encontrar a falar de um carro do início do século passado lá exposto, ser o seu "melhor brinquedo")...

Mas questiono-me sobre o que pensariam as pessoas que fizeram esses brinquedos. Que iria ser para um puto brincar? Um puto Polaco? Ou holandês? ou Francês? Para ornamentar uma prateleira da sala de estar de um ex comandante das SS? Ou para simplesmente para ser guardado nas nossas memórias? Talvez já soubessem que iria parar num museu...

De qualquer forma,
Fiquei chocado e maravilhado. Foi estranho.


http://www.museu-do-brinquedo.pt/


A.

Sintra.

Fim-de-semana a Sintra: cheio de nipónicos!

Finalmente fui ver o palácio e tive a oportunidade de entrar lá dentro.
Não gostei propriamente da visita em si... cheia de gente.. espanhóis, japoneses, franceses.. mal se conseguia mexer nos pequenos corredores do palácio.

Fica como auge a visita à sala com informações sobre D. Amélia. Deu-me vontade de descobrir mais sobre o assunto... Um beijo à rapariga que guardava o sítio e que me deixou ficar lá a ler até ao final da hora.. Mesmo depois do fechar das portas. ;)

A visita aos jardins foram mais interessantes. De realçar o trono de pedra de D. Amélia, a fonte da concha, o feteiro da rainha e os lagos dos jardins.

O castelo dos mouros foi uma visita interessante também. Não do ponto de vista histórico, porque o castelo não era nosso, supostamente foi construido pelos mouros da região (na altura pré cristã) mas sem certezas! E onde nunca se travou nenhuma batalha.

A ideia que tenho de Sintra é de um lugar de retiro onde a nobreza portuguesa se instalou durante vários anos. A lista interminável de palácios são impressionantes.. mas do ponto de vista histórico não tem grande relevância, visto serem façadas ornamentadas para demonstrações exteriores de riqueza (A definição de Português!lol)

Mas todas as monarquias do mundo foram/são assim. Não tira a beleza do sítio.

Seguem-se as fotos.




















A.