there's so much beauty in the world, so much things to discover, so much people to know, so much places to see, so much love to give, and so much left ...
Ontem foi noite de Torche, com Men Eater como primeira banda.
Men Eater:
Já tive a oportunidade de ver Men Eater algumas vezes e sempre foi uma banda que me deixou mais ou menos indiferente, apesar de fazer aquilo que mais gosto: rock.
Penso que as músicas têm partes interessantes e outras mesmo boas, mas há sempre momentos que acho que não são muito felizes. Penso que a intenção deles é criar momentos instrumentais que estenda a música mas na minha opinião penso que o efeito é mais murchar a música.
Mas devo dizer que este foi o primeiro concerto da banda que gostei de ver e não sei se será por hábito às músicas mas já há coisas que me soam bem.
E devo dizer que a música "First Season" é claramente a que mais se destacou para mim. Veio sobe forma de encore e deu mesmo o feeling de ter dado mais trabalho a compor, pois a estrutura é bem mais complexa do que de resto se ouviu nessa noite.
Escusado: A referência a futebol. com'on, man!!!
Torche:
Esta banda parte tudo!
Fui ver o concerto "de cima", para o piso de cima, assim deu para ver tudo e muito bem.
O baterista dai-lhe que se desunha! A energia esteve sempre presente, mesmo em músicas como "Face the Wall" que é mais calma, há sempre um resíduo de energia que ameaça explodir a qualquer momento.
Os grandes hits do album "Meanderthal" estiveram lá (agradeço). e soam muito bem ao vivo. Do último álbum, é de destacar a "Arrowhead" (é demais ver o que o baterista faz nesta música), a "Cast Into Unknown", "Out Again" (bom refrão, gosto do ambiente criado) e claro a calma "Face the Wall".
Mas as composições são muito boas e simples; bons refrões; bons versos; é uma cena frontal e sem rodeios.
Devo dizer que ouvir os álbuns não dão o verdadeiro valor a esta banda, é mesmo vê-los ao vivo que tudo toma a sua verdadeira dimensão!
Foda-se pró baterista!
Partiste tudo Rick! Até os meus ouvidos.
Ando a ver filmes de Eric Rohmer, pois comprei uma box com vários filmes dele. Comecei com a "La femme de l'aviateur" e agora vi "le bon mariage".
Os filmes de Rohmer tratam da relação/ligação que existe entre seres que se cruzam na vida, sobre a relação, sobre sentimentos.
Sente-se alguma solidão neste filmes, alguma melancolia.
Há momentos que apreciei bastante nestes dois filmes, mas no geral não me tocaram particularmente.
Noutro registo há os filmes de Bergman, que me atingiram de forma mais significativa. mas de qualquer das formas achei este dois momentos interessantes.Mais o primeiro do que o segundo, pois a actuação (forma de falar) da actriz principal irrita-me. É lento, ineficaz e não muito agradável.
Continuarei a ver o resto, a ver se apanho algo de mágico, até lá,
More's book about this island is somewhat interesting. there's a lot of particularities that point the finger to our worst social problems, this idyllic society though has some strange even bad behaviour that makes me wonder what did he intend with it. Human kind is a limited social animal and we can't expect utopia to be feasible. good book anyway, recommended to anyone interested in sociology and politics.
Há pessoas que acho mesmo incríveis e admiráveis.
Umas das mais importantes pessoas que era acessível via os média (franceses, e a seguir a Serge Gainsbourg) foi Fabrice Luchini.
Actor de teatro e cinema, chocou e espantou a França com a sua personalidade e eloquência única.
Ele é autor de frases e momentos que me deixavam completamente "colado" ao televisor. Fazia-me pensar sobre o que dizia, sobre a minha vida, sobre a humanidade, sobre a vida, deus e a morte.
Lamento quem não compreende o francês para poder ouvir o vídeo que aqui deixo, onde ele fala do "casal" como terceira entidade de uma relação, sobre o amor e sobre as mulheres.
Gostei deste filme de Kusturica, que veio na colecção "Grandes Realizadores". A verdade é que Kusturica nunca me agradou assim muito, como a muitos conhecidos meus. Este filme é diferente de "Gato preto, gato branco" ou de "Underground". Parece mais sisudo do estilo desenvolvido pelo autor, numa fase posterior a esta. É uma reacção ao pós guerra, em Saraievo corrompida pelo comunismo ardente. Os valores são postos em causa e a vida continua...
De salientar a prestação do pequeno Malik (Moreno D'E Bartolli), que está muito bem.
O cinema está de volta, em mim. Ando a ver mais cinema do que os últimos meses. Não consigo manter uma alta rotação de leitura, cinematografia e teatro e outras artes ao mesmo tempo: claramente tenho "fases". O jornal Público não ajuda: lançou agora uma colecção de filmes de Grandes Realizadores, da qual não conheço obra alguma nem muito bem o trabalho geral dos realizadores em foco. Já se conta com 4 filmes, dos quais vi 3 e até agora gostei bastante. De notar a qualidade do primeiro número: o retrato dos primeiros anos da carreira política de Abraham Lincoln (1939), de John Ford. Ontem vi 'O Carteirista', de Robert Bresson.
Revi o clássico e não só isso, foi o primeiro filme que vi na cinemateca de Lisboa. Quando cheguei à cidade foi um dos temas que mais me motivou: ter uma sala de cinema onde possa ver e aprender cinematografia de culto, de autor e alternativo. Lamento a perda do ex-director Bénard da Costa. Desde então não frequento lá muito a instituição, mas tenho muitas saudades de lá ir. Prometo fazer um esforço e regressar à casa que tão bem me recebeu e que me promulgou momentos tão importantes, belos, mágicos, míticos.