sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Kurosawa.

Ontem vi o meu primeiro A.Kurosawa.




A ideia não é original dele, trata-se de uma adaptação do shakespeare's Hamlet.
Mas é sem dúvida a adaptação mais interessante que vi até agora (das não-sei-quantas versões que já foram feitas).

Não sei que tipo de comentário deixar sobre o filme, a sensação que me deu foi de neblina sobre as vidas e personagens que percorrem a história.

Adorei certos momentos e certas cenas do filme. Também gostei imenso do papel da mulher manipuladora.
Também gostei imenso ver as cerimónias dos povo tradicionais japoneses, é sempre algo incrível de se ver.

Tenho de procurar mais cultura do Japão. Já a literatura está a conquistar-me com Murakami e outros.. Tenho de ver mais Kurosawa's e outros...

Tenho de dar um forte Check it Out nisso...

A.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

finalmente, teatro!

sim, finalmente voltei a meter os pés no teatro. Que depois da peça de Lepage "La trilogie des Dragons", nenhuma outra peça de teatro que se seguiu me deu vontade de ver.

Não cheguei a falar aqui no blog dela, foi este inverno, no CCB. Só para resumir: Após as 3 horas e tal de duração da peça, ao sair da sala quase comprei mais um bilhete para o dia a seguir.

Foi, sem dúvida a peça de teatro que mais me tocou...

Voltando ao presente, ... fui ao Comuna, ver a peça 'Berlim':





Não gostei dos 15 minutos de atraso. Não gostei do sentimento de simplicidade da peça. Mas de resto gostei e penso que fica uma sensação positiva após reflexão.

Gostei das personagens, e gostei dos diálogos, ou deveria dizer reflexões pois praticamente não há diálogo entre as personagens, mas sim a 'mente' de cada personagem a mostrar-nos o que cada um destes pensam e sentem.

A peça está carregada de noção de sexo. Sempre se tem a necessidade de acentuar a ligeireza das escolhas sexuais de marta, a personagem principal. Transmitindo assim a ideia de vulgaridade através da sua escolha de vida, para carregar ainda mais o cinzento de Berlim e das pessoas que lá vivem.

O racismo também é um tema sublinhado, onde há uma violenta 'libertação' da mente de marcus, após vários anos naquela cidade fria que parece alterar as pessoas que ousam viver lá muito tempo. Senti-me pouco à vontade com o que ele disse.. (que nem ouso aqui repetir) e ainda mais por estar lá um actor negro. Penso o que ele achará de ouvir isso todas as noites...

Fica aqui a 'ideia' que mais gostei da peça, é qualquer coisa como: "os sapatos são o produto que melhor mostra a evolução da sociedade. (...) Algo tão estúpido (...), que carrega com seres que têm nome .. e que por vezes se tornam... sentimentais".
Não é exactamente assim, mas é essa a ideia :) lol!

Foi a minha primeira vez no teatro Comuna. Gostei muito do 'Café Teatro' tem muito bom aspecto! :) e o espaço cá fora.. com as pessoas 'alternativas' (meu deus, C. ...) à espera da peça...

A.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Museu do Brinquedo.

Quando desci à vila de Sintra, passei por este museu e decidi entrar.
Claro, não pensava que iria ver nada de extraordinário, sem ser brinquedos de vários tipos, tamanhos e de épocas diferentes.

Não pensei bem, no que poderia ver num sítio destes.

Quando me deparei com a secção de "guerra". Onde se encontra soldados ...(e armas e tal) de várias guerras da história.

Fiquei abismado com isto:
















Reconstituições de cenas de propaganda nazi!! com detalhes impressionantes, as personagens estão todas lá, os graus de comandos das SS, a postura das pessoas..

E pensei: Mas o que é esta merda? Brinquedos é que não são! Só se for para um pequeno exterminador nazi de 8 anos!

E porque não criar também brinquedos de pequenas vítimas judeus em campos de concentração?

Haverá brinquedos a reconstituir cenas de Auschwitz?

Por um lado temos de perceber que tudo e todos somos fomos "atingidos" por esta guerra e é normal que o negócio dos brinquedos também o tenho sido.

Não questiono o facto de estarem expostos neste museu, porque até achei que foi a melhor exposição que lá estava (mesmo apesar de ter encontrado lá o fundador do museu e de o encontrar a falar de um carro do início do século passado lá exposto, ser o seu "melhor brinquedo")...

Mas questiono-me sobre o que pensariam as pessoas que fizeram esses brinquedos. Que iria ser para um puto brincar? Um puto Polaco? Ou holandês? ou Francês? Para ornamentar uma prateleira da sala de estar de um ex comandante das SS? Ou para simplesmente para ser guardado nas nossas memórias? Talvez já soubessem que iria parar num museu...

De qualquer forma,
Fiquei chocado e maravilhado. Foi estranho.


http://www.museu-do-brinquedo.pt/


A.

Sintra.

Fim-de-semana a Sintra: cheio de nipónicos!

Finalmente fui ver o palácio e tive a oportunidade de entrar lá dentro.
Não gostei propriamente da visita em si... cheia de gente.. espanhóis, japoneses, franceses.. mal se conseguia mexer nos pequenos corredores do palácio.

Fica como auge a visita à sala com informações sobre D. Amélia. Deu-me vontade de descobrir mais sobre o assunto... Um beijo à rapariga que guardava o sítio e que me deixou ficar lá a ler até ao final da hora.. Mesmo depois do fechar das portas. ;)

A visita aos jardins foram mais interessantes. De realçar o trono de pedra de D. Amélia, a fonte da concha, o feteiro da rainha e os lagos dos jardins.

O castelo dos mouros foi uma visita interessante também. Não do ponto de vista histórico, porque o castelo não era nosso, supostamente foi construido pelos mouros da região (na altura pré cristã) mas sem certezas! E onde nunca se travou nenhuma batalha.

A ideia que tenho de Sintra é de um lugar de retiro onde a nobreza portuguesa se instalou durante vários anos. A lista interminável de palácios são impressionantes.. mas do ponto de vista histórico não tem grande relevância, visto serem façadas ornamentadas para demonstrações exteriores de riqueza (A definição de Português!lol)

Mas todas as monarquias do mundo foram/são assim. Não tira a beleza do sítio.

Seguem-se as fotos.




















A.