domingo, 29 de abril de 2012

Focus out

Não aguentaram a pressão...

Acompanharam-me estes últimos 4 anos, nos melhores e piores momentos. Pelo menos morreram de forma romântica: despedaçados pelas rodas de um carro, no meio da rua.
Quem me dera o meu fim também ser envolvido com qualquer expressão de poesia. Que inveja!


A.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Il Gattopardo (1963)


"(...)
- Príncipe, ainda que não acredite... este estado de coisas não durará. A nossa eficiente, moderna e ágil administração... vai mudar todas as coisas.

-Não deveria poder durar, mas durará sempre. O sempre humano, claro: Um ou dois séculos. E depois, talvez tudo será diferente, mas pior.

- Até mais, Chevalley.
- Até mais.

- Agradeço por tudo, Príncipe.
- Nós fomos os leopardos, os leões...seremos substituídos por chacais, por hienas. E todos...leopardos, leões, chacais e ovelhas...continuaremos nos julgando o sal da terra.
(...)"


A.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Prometo ser breve, antes de vos indignar

Finalmente, o nada aconteceu! E veio para ficar.
No descruzar das ruas, por onde navego sem capitão a bordo, encontro um adversário à altura: o tempo. Sem ele, onde estaria o sonho de o combater? de lutar contra a sua deflagração; ao ponto mais lato do universo: O meu destino. A viagem que comecei há alguns milénios atrás nunca terá o momento de repouso... onde possamos dizer que pelo menos metade do percurso foi alcançado.
A loucura assume-se como única alternativa plausível. O gosto pelo fim excita-me as papilas gustativas: "a beleza da morte, que todos adoramos" pousa em mim como a folha caída, da árvore confusa por entre o trânsito de automóveis.
Eternos espectadores do vazio sentimental, associamos as nossas necessidades vitais a ornamentos de vidas replectas de erros de caligrafia, de sintaxe, ortográficos, numa falta de sexo demasiado expressiva, demasiado presente, demasiado valorizada.
A falta de virtude ninguém caracteriza. Ninguém lamenta. Ninguém vê.
Pois eu quero apontar o dedo a alguém de horrível, de lastimável, de calamitoso: Eu!
Penso ter o direito de ser, de desejar, de dar! Nada disto é possível, no mundo que criei em meu redor. Nada me pertence, nada se junta a mim, que possa fazer sentido: sendo quem sou.
A vontade de superar o status quo depende apenas de um factor impossível de gerir: depende apenas de mim.
Hoje o silêncio, amanhã o desprezo; como podemos ter tempo para mais do que para o ódio?

Que merda eu sou, e portanto vivo. Não por muito mais tempo, prometo.


A.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Onde andas? vais demorar?

Sentei-me à margem, resguardado na protecção dessa pequena distância, para melhor percepção dos termos a empregar. Comecei com pequenos comentários, os quais achaste alguma graça. Avancei para pequenas questões e logo depois algo complicadas; safaste-te bem e obtive o teu interesse. Quando falei profundamente sobre ti, cheguei ao teu ponto de ebulição. Tentaste escapar mas não tinhas saída fácil. O mal-estar invadiu-te, senti-te pouco à vontade, mas disse o que tinha para te dizer há meses. Não sabia que tinha tanto para desabafar contigo e que me incomodava tanto ter esta conversa por largar. Não consigo deixar de te ver como a solução aos meus problemas. Tu não te queres aproximar. Sinto-me bem melhor por termos isto claro. Se não queres nada, lamento imenso. Insisti o quanto possível, a partir daqui é ridicularizar-me a mim e ao que sinto por ti.

De certo que há alguém para mim. Sim, mas onde?

Apareces ou quê, caralho?


A.

domingo, 1 de abril de 2012

Não sei jogar este jogo. Nem nunca percebi as regras!

Por vezes, ...a dor torna-se tão forte que penso que sobrepõe e abafa o pânico que sinto dentro de mim.
Hoje novamente, voltei a entrar na espiral do medo.
Há tanta coisa sobre as quais poderia falar neste blog. Tou tão farto de vir para aqui ser uma merda de um lamechas que só sabe procurar palavras para exprimir o que já devia ter exorcizado.

Só queria voltar a ser feliz. Há tanta gente que parece consegui-lo tão facilmente.
Deve ser como quando um desportista faz algo de muito complexo, visto por olhos leigos parece facílimo.

Não sei jogar este jogo. Nem nunca percebi as regras!
Só me apetece desistir.



A.