quinta-feira, 5 de abril de 2012

Onde andas? vais demorar?

Sentei-me à margem, resguardado na protecção dessa pequena distância, para melhor percepção dos termos a empregar. Comecei com pequenos comentários, os quais achaste alguma graça. Avancei para pequenas questões e logo depois algo complicadas; safaste-te bem e obtive o teu interesse. Quando falei profundamente sobre ti, cheguei ao teu ponto de ebulição. Tentaste escapar mas não tinhas saída fácil. O mal-estar invadiu-te, senti-te pouco à vontade, mas disse o que tinha para te dizer há meses. Não sabia que tinha tanto para desabafar contigo e que me incomodava tanto ter esta conversa por largar. Não consigo deixar de te ver como a solução aos meus problemas. Tu não te queres aproximar. Sinto-me bem melhor por termos isto claro. Se não queres nada, lamento imenso. Insisti o quanto possível, a partir daqui é ridicularizar-me a mim e ao que sinto por ti.

De certo que há alguém para mim. Sim, mas onde?

Apareces ou quê, caralho?


A.

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