quinta-feira, 29 de maio de 2008

O Mal

Irei aqui tentar definir o que é o mal.

Mais do que a definição da simples palavra. Pretendo definir o mal como "O Mal".


O mal é o sentir prazer na destruição do bem.


Sendo o bem tudo aquilo possa ser considerado como "puro", "perfeito", "normal" ou "natural".

A.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Wild Strawberries



O outro dia vi o filme "Wild Strawberries" de Ingmar Bergman.

É o meu terceiro filme de Bergman, após "A lesson in Love" e "Saraband". Esta escolha é totalmente responsavel pela disponibilidade por parte do meu fornecedor: Fnac!

Pois na realidade nenhum me interessa mais do que "O sétimo selo"!

Este filme tem a mesma forma que os outros que vi de Bergman, a base do filme são as personagens que entram na intriga e a arma escolhida são os diálogos entre estes.

Com fundos de pensamentos sobre homem/mulher, a existência de deus versus ciência, torna-se algo de interessante de ver.

A verdade é que não percebi nada ao filme!
Chega o fim do filme e não percebi qual a intenção, qual o objectivo!

Tentarei reve-lo daqui a 20 anos, talvez encontre uma resposta. :)


A.

Boris 27 Maio 2008

(Boris - Smile)

Sítio novo: era pra ser no ZDB, mas fomos parar à LXFactory.

A zona é porreira e com bom ambiente (adoro Alcântara).
O local do concerto encontra-se num beco sem saída, num conjunto de fábricas abandonadas, é mesmo debaixo da ponte 25 de Abril, o que deixa um ambiente alternativo que me agradou imenso.

As bebidas eram caríssimas mas encontrei um tasco não mt longe do mais barato que há! lool! E o povo acabou todo por parar lá.

O concerto comçou com Growing: a verdade é que não prestei muita atenção, pois não gosto da ideia por detrás do conceito (electro noise?!?)

A bófia entrou em cena antes de Boris...
Quase que ficamos sem concerto.. mas a cena acabou por arrancar..

O concerto foi aceitável: Uma banda a dar tudo e o público completamente estático (pitalhada "vans,501,police", como diria tool! lol!) mas bastantes miúdas e algumas bastante giras, até!!

O baterista bem tentou puxar pela malta.. mas não arrancaram os pés do solo...

As músicas foram forte e directas, não tocaram nada do album "pink", mas prontos..

Não houve Encore!!

E fui a pé pra casa... dormir 4h.

A.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Cristo Rei

Já ao tempo que não faço visitas/viagens a este nosso Portugal: pois bem!

Fui até ali ao outro lado: a Almada, ver o Cristo Rei.
Mas isto não foi ontem nem a semana passada.. foi mesmo há já alguns meses.

E ainda há viagens que ainda nem vim postar aqui! sou uma bergonha!

Mas prontos, a viagem ao Cristo Rei foi porrerira e a vista sobre Lisboa é qualquer coisa!

Junto envio as fotas que o provam!










A.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Som do inferno!

E no inferno, o que se ouve?



A.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Inferno!

É oficial desde ontem: vou voltar para lá:



A.

O Cemitério de Raparigas


Acabei de ler "O Cemitério de Raparigas" de Miguel Esteves Cardoso.

Apreciação final: É um livro razoável.

O livro trata de um relato da vida de um gajo que tem uma vida centralizada nas mulheres que come ao longo dos tempos. Pouco mais entra em consideração para esta personagem, talvez seja aí que o livro perde um pouco de interesse.

Penso que tem partes interessantes, nomeadamente as relações falhadas da personagem principal e a forma como essas relações se degeneram.

Há, para mim, uma parte que é claramente uma desilusão: quando ele se casa com uma rapariga de 19 anos. Não pelo facto de se casar, mas sim porque a personagem perde "vida": deixa de haver razões para continuar a ler o livro.

O final do livro custou-me um pouco a acabar.. mas não acho o livro horrível, como um colega meu de trabalho aqui achou.

No final das contas, fui à procura de um livro de Lídia Jorge. Deu-me vontade de descobrir esta escritora.
Isto no meu pessoal: Ciclo dos autores portugueses.



A.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Tenho um mestre.

Sir Alfred Hitchcock:



Vi ontem o 39 Steps,




Fiquei maravilhado com o filme. Comecei-o a pensar que seria mais um filme de suspence sem qualquer surpresa... Enganei-me redondamente!

Achei o desempenho do Robert Donat, assim como a relação com Madeleine Caroll.
Achei que Donat faz um papel maravilhoso e acrescenta imenso ao filme. Com o seu humor e peripécia nas situações criadas pela situação em que se encontra, faz com que o filme se torne extremamente flúido a ver.


Quando se dá por ela, o filme acabou e já se pensa: "qual será o próximo Hitchcock a ver?".


Encontrei referências ao papel de R.Donat neste filme num livro que li: "O último Samurai", de Helen Dewitt.
Um muito bom livro, cheio de imensas referências sobre arte, nomeadamente Kurosawa (daí o nome do livro), Donat, Proust, Homero (tenho de ler a Odiseia), Chopin.. E ensina o grego, o japonês e o árabe.. (conceitos básicos, claro...)
Mas é um grande livro.


A.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

F. W. Murnau's Faust

Tenho de vir cá falar do melhor filme que vi até hoje: Faust de F.W.Murnau.




O filme é mudo: Não tem um único som. É a preto e branco e fala da história de Faust que vende a sua alma ao diabo (mefistófeles).

É um filme sobre o amor. Amor à vida, amor ao ser humano, amor à mulher!

Adorei todo o filme mas sem dúvida que ficará pra sempre na minha memória a parte final do filme, onde o arcanjo e mephisto concluem que fausto não cedeu às forças do mal, porque exite uma força muito forte, que é superior a tudo quanto o mal pode possuir e que nunca irá destruir a raça humana nem a vida, porque essa "coisa" é pura, verdadeira e encontra-se no centro da vida.

A essa força chamamos AMOR!

e aparece assim, entre as imagens tremidas, da fita a preto e branco velha e gasta, sem som e entre as intermitências das frames de texto e de imagema palavra "LIEBE!"

É tão lindo!! simplesmente, perfeito!

E aconteceu-me uma coisa estranha depois de sair da sala de cinema, algo que nunca me tinha acontecido, algo que nenhum filme (ou livro, música,álcool ou mulher) alguma vez me fez:

Sou homem que chegue para o poder dizer em (pseudo) público: Já chorei a ver filmes. Mas não chorei ao ver este filme: o Fausto ser devastado pela morte, ou a sua mulher sofrer o que sofreu... Só depois de sair da sala de cinema e de ter saido prá rua. Sentir o ar de fora, a cidade, a vida... tive uma quebra sobre mim, e senti a tristeza toda pelo Fausto e sua mulher, ou será por outra coisa qualquer? A verdade é que parece que vinha de muito longe, como se tivesse chegado de uma viagem de outro mundo, um mundo que não existe de verdade, apenas em mim. E a queda foi dolorosa.

Penso que nunca mais serei o mesmo...

alguns links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fausto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Goethe