terça-feira, 31 de agosto de 2010

Les Miserables


Estou a ler e a ser subjugado pela obra 'Les Miserables', de Hugo.

Há dois grandes feitos, nesta obra: a história, que é incomensuravelmente bem trabalhada. As personagens são de uma profundidade tocante e as suas vidas seguidas de forma muito real.
Outro ponto é o retrato social aqui feito. A investida política do autor, a crítica a uma época que tanto tinha que crescer!

Ler este livro é viajar no tempo, tornar-se outro homem, sofrer na pele a miséria, odiar o injusto e amar a devoção.

Ler Hugo é mudar-se a si próprio.

A.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

parados.

para alguns, fomos tomados de assalto. o resgate é insustentável, demasiado forte. podemos nunca mais voltar, a não ser que a ordem seja o ataque. a sobrevivência da espécie pensativa reside na criatividade e não no repouso moral.
todos somos atacados sem qualquer tipo de aviso prévio. o normal é a fuga, o deslace brutal com a moral.
de uma certa forma a verdade reside nas palavras do louco.
de uma certa forma o fim será o começo de algo muito mais belo e supremo.

Nada nos deixa exaltar.

Ninguém nos permite esperar.

Cabe-nos a nós lutar,

à morte!

A.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

farto!

tenho saudades tuas,
saudades de andar com duas pernas,
saudades de não depender de ninguém,
saudades de andar de mota,
saudades de não ter de andar aos saltos para toda a parte.
saudades de ir a eventos que decorrem pela cidade.

Mas tenho sempre um tratamento privilegiado nas filas de clubes ferroviários.

A.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Contrato Social

O Contrato SocialO Contrato Social by Jean-Jacques Rousseau

My rating: 4 of 5 stars


Society is made of people. People and rules, and respect and above all: tolerance. We're all different and there's as many societies as there's persons in the world. We are free. free to choose want we want from our lives and free to do it, and that's wonderful! we're no slaves and we don't live at war (for some of us this is not true, unfortunately). but society changed a lot, as the centuries passed by, and now we're living peaceful times.
We vote! (not all societies in the world) even if it's a regular behavior since Greek era, it's different now. things have changed, not always in a good way, but things tends to evolute. there's roman republic election system particularities that was good but not followed (the representative question in this book) and bad things from that time that lasted for long time.
Thanks to Rousseau to show that to me, in his particular and humbly way :)

deeply recommended book,
A.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Departures

Adorei este filme.



Acho que consigo dizer algo sobre ele:
O filme mostra-nos que temos muito para descobrir, para nos conhecer a nós próprios. O que pensamos ser certo e garantido, o que pensamos não ter nada a ver connosco, o que não percebemos e repudiamos, pode simplesmente ser mais do que aquilo que pensamos.
E este filme mostra-nos que essas nossas falsas garantias nos podem ocultar um mundo completamente novo e que nos pode libertar de sombras do passado.
No caso deste filme, trata-se da relação paternal algo perdida e confusa que a personagem principal vive.
Um tema que me toca particularmente..

Uma nota muito especial para o toque 'japonês' que neste tipo de filme fica especialmente bem.
As cerimónias de preparação dos corpos para a 'viagem' é soberba. A imagem, o silêncio, o respeito pela pessoa que parte e pelo luto dos familiares é algo que só uma cultura nipónica seria capaz de enaltecer a este ponto.

A repugna da morte por parte da mulher de Daigo chocou-me um pouco, pois pensava que todo o Japão teria um enorme respeito pela morte. Talvez me tenha enganado ou talvez o realizador quisesse mostrar o quão diferente as pessoas da cidade (Tóquio) são das pessoas da aldeia.

Um muito bom filme.

A.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Coura

Desde a criação do Alive! e SBSR's-"alike". Os festivais de verão também foram centralizados para lisboa. Já não bastava o emprego, a arte e a cultura, agora os festivais! É onde está a gente com dinheiro. festivais a 100€ esgotam e as suas gentes não estão para se deslocar para tão longe e dormir numa tenda a ouvir bêbados a cantar a noite toda. Coura é mítico. Vilar é mítico. O Ermal é mítico! A música desloca as pessoas e não o contrário. Mais uma vez o comodismo capitalista deu uma bofetada às gentes do meu Portugal. O Alive! veio, não por causa da música mas sim como fonte de rendimento. Tudo se centraliza em Lisboa um dia o país vai estar vazio de tudo nas regiões que não Lisboa e cada vez mais as pessoas de Lisboa desconhecem o seu país e nem fazem ideia do maravilhoso que é.