segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

paris, texas.

Neste momento não me apetece vir cá falar de nada senão sobre filmes.



"Paris, texas" é o filme mais pessoal que já vi.
É um filme duro de se ver, porque é quase proibitivo "entrar" na vida deste homem: Travis Henderson. Do qual não compreendemos a sua reacção sobre não-se-sabe-bem-o-quê, e que se aguarda saber.



A evolução do filme é lenta, a um ritmo cardíaco, pelas estradas desertas do Texas. Continuamos a observar a evolução desta história que nos deixa agarrados à tela, e que nos marca com toda a luz e silêncio dos momentos mais belos da descoberta do passado, presente e futuro deste homem.
Travis, ao conquistar progressivamente o amor do filho, conquista a passo-a-passo a sua própria vida, saindo de um estado de vegetação para a fase de reconstrução de sua vida.



Achei partcularmente belo a relação entre Travis e Hunter, o seu filho, assim como a relação que Walt, o irmão de Travis tem com este.



É um filme que nos mostra uma outra forma de ver o mundo em que vivemos e sem dúvida que passei estes últimos dias a reflectir sobre isso tudo...