quinta-feira, 29 de julho de 2010

a luta

uma verdadeira luta contra os preconceitos.



1988,

A.

mais uma vez ao chão

Mas erguer-me-ei com mais força do que com a que caí.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

farto do trabalho

tou farto desta merda. raios partam... nunca se consegue cumprir prazos nesta casa...

estou on,
A.

domingo, 18 de julho de 2010

que saudades..

Que saudades destes tipos.



hail to them, hoje daqui, de vila viçosa

A.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

o roubo



A vida é fodida. Morremos à fome e não há dinheiro para meter o pão em cima da mesa.
As dificuldades somam-se e o destino deita-nos ao chão e anda connosco a rasto como um farrapo.
A perseguição da justiça lateja em nós e fazemos todos os possíveis para resolver os problemas.
O desespero instala-se e a questão moral assombra-nos.
A moral é: temos sempre várias soluções a um problema.
O que nos faz escolher uma em detrimento das outras é a nossa moral, a nossa educação/meio e também a nossa personalidade.
Escapar dessa nossa definição coloca-nos em situações que não controlamos.
A vergonha assoma-se perante nós.
"Fine" aparece.

A.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

o Gingal, de tchekov

Peça astronómica apresentada no Maria de Matos.
Enorme e longa de duração.
O destino selvagem de uma família é posto à prova quando a 'liberdade' veio mudar a vida abastada, cheia de criados "..que nem na cozinha podiam entrar" destas vítimas da mudança.
Demasiados risos, demasiados gritos, pouca luz, muitas sombras. Não há um vislumbre perfeito das personagens a somar a uma confusão de inúmeras personagens deixaram-me perdido no quem-é-quem. Afinal é fácil: todos são um: a família.
A crise a loucura instalam-se, o filho do criado fica com a casa, com o gingal e todos se vão embora.
Até à primavera.
Adeus.

A.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Religião



não é?
A.

grandes curtas

Ontem foi noite de teatro.
Fui ao festival de curtas, em Lisboa.

5 curtas, divididas pela sombra.
Navegamos pelas divisões do pequeno espaço por trás do mercado da ribeira, Lx.

1.Um anão com o humor como arma contra a sua condição. As piadas mordazes para fazer rir e expelir o que de mais/menos lhe incomoda.

2.Um problema de comunicação entre duas vítimas dos novos componentes da sociedade moderna. Toques de telemóvel, mensagens, problemas de comunicação, onde até o olhar é impedido pela ofuscação da confiança na lógica tecnológica.

3.O velho louco que suporta as questões do jovem irreverente/inquieto na estação sem comboios. A loucura faz parte de nós, quer queiramos quer não.
Este tema foi bem melhor debatido por Erasmo, no 'Elogia da Loucura' :) .

4.E surgiu o momento alto da noite.
A discussão entre dois membros de uma relação quebrada. Pelo tempo? Pelo desleixo? ou será pela incompatibilidade que sempre existiu e nunca foi observada?
Um super-homem caído, em desuso, vítima do quotidiano e duma relação que o asfixia.
A tentativa de suicídio por entre os gritos descontrolados à volta dele não o deixam pensar, ser. As perturbações, os incómodos que sente não o deixam respirar: "não me toquem!"
Questiona tudo o que o rodeia, a vida das pessoas, as escolhas que fazem, porque é que está vivo? "Por vezes só me apetece pousar a mão assim por cima do coração e ficar à espera que pare".
E para. Para nunca mais voltar a sentir essa dor/dúvida.
Não sem antes comer uma gelatina numa prato de plástico.

5. A dor do toque de papel, o ódio de o sentir e de não ser normal veio assombrar o quotidiano de uma jovem rapariga, incompreendida pelas pessoas que a rodeiam. Não faz mal, deixou de se relacionar com qualquer um deles.

boa noite,
A.

a lista do mundo

Olá a todos,

A colecção do público afinal vai ser estendida a mais 5 livros, que são:

21. "Areopagítica" de John Milton
22. "Sobre a Liberdade" de John Stuart Mill
23. "O Processo" de Franz Kafka
24. "Assim Falava Zaratustra" de Friedrich Nietzche
25. "A Arte da Guerra" de Sun Tsu

De notar que não encontrei nenhuma notícia/artigo do jornal em questão a referenciar o caso...espero que tenha sido eu a 'falhar' a informação e não o jornal que desprezou o facto.

Acho que a lista deu que falar e nem todos os participantes estiveram de acordo com o resultado, o que deve ter provocado este alongamento da lista.

Eu simplesmente vejo esta lista como uma forma de conhecer/descobrir e ler livros que desconheço a sua existência/importância. Talvez mais cedo ou mais tarde iria investigar e acabar por descobri-los (conhecer-se como leitor demora algum tempo) mas desta forma é algo mais rápido.

Mas deixo aqui também a nota que o simples facto de querer listar os livros mais importantes de todos os tempos é algo bastante ingénuo... e estúpido, até. Não só pelo facto da real lista ser demasiado extensa mas também porque há livros que poucos sabem o seu verdadeiro valor. Outros ficaram esquecidos nos anais da história, outros não foram compreendidos, outros nem toda a gente aprova (ulyses de J.Joyce?).
E todos nós teríamos uma destas listas, não é verdade? E completamente diferente umas das outras.
Por exemplo a minha comportaria sem dúvida "O Livro do Desassossego".
Mas também não foi um livro que mudou o mundo. Ou foi? O meu mundo ficou completamente de pernas-para-o-ar. E "Ulyses" está a mudar a forma como penso sobre as coisas/pessoas/momentos.

Os livros que mudaram o mundo têm de ser sobre ciência, filosofia ou direitos humanos? Ou será que o simples facto de falar sobre duas pessoas que se amam não poderá impactar de forma muito mais violenta sobre a humanidade? Brönte e D.H. Lawrence conseguiram-no, penso.

De qualquer das formas agradeço o esforço de tentar sintetizar (ridiculamente) o conteúdo/resultado das pessoas mais sensíveis desta nossa raça (os sonhadores) esporem aos brutos/selvagens (o público geral, como um bloco) o fundo dos seus sentimentos/.

(perdoem o devaneio)
A.

(posted in 'goodreads')