quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A minha primeira review

BISON B.C.

«Lovelessness»
(Metal Blade Records)

Após os aclamados primeiros trabalhos desta banda canadiana, que foram bem recebidos pela crítica, vem este «Lovelessness» consolidar uma discografia assente num rock sujo, bruto e inconformado. Com uma forte componente instrumental (o primeiro trabalho foi gravado sem voz), o conceito inerte a este álbum é um grito contra a felicidade e o prazer; o desejo de mais e sempre mais. Os gritos de uma voz sofrida nos momentos certos, levada pela instrumental a pontos onde é dado o sentido a todo o intuito da música, mostra-nos bem o que a banda pretende revelar. Sim, porque este album é uma mensagem onde nos podemos reconhecer e identificar. Os ambientes aqui criados são mesmo para nos transportar e levar o espírito para algures onde sem estes, não conseguiríamos chegar. Se apesar da primeira faixa começar com um ritmo e melodia mais calmo, é bem apreciada a energia do início do tema “Anxiety Puke / Lovelessness” levando o ouvinte para outro “lugar”, e dar sentido ao que se segue. Faixas como “Last and First Things” e “Blood Music” mostram-nos do que são capazes estes rapazes para criar ambientes. “Clozapine Dream” repõe os níveis do quer-que-seja que tenha sido perdido pelo caminho. E assim chegamos à minha faixa favorita, “Finally Asleep”. Sem estar ainda bem adormecido pelo cansaço, é-nos oferecido um ritmo brando, uma melodia suave, que nos embala. Após 4 minutos temos um break-down e uma ameaça paira no ar; o ritmo acelera e toca a acordar! O álbum termina entre melodia e ritmo. Adoro terminar assim.
[8/10] A.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Carpenter's journey

Ofereci a mim mesmo uma retro-homenagem a John Carpenter. De facto, ainda está a decorrer.
John Carpenter, nascido em NY, foi músico e teve vários papeis no cinema: actor, escritor, realizador e produtor. Claramente reconhecido pelos seus filmes de terror, também teve outros bons filmes de outros géneros.

As suas maiores obras são sem dúvida a sua versão do "The Thing", o terror de "Helloween" e o futurismo do "Escape from New York".

Falando dos filmes que vi até à data:

comecei pelo Halloween (1978).

É o filme mais antigo dele que vi (ainda não vi o assault on precinct 13 de '76 nem o Dark Star de '74).
Terror calmo, nas ruas vazias da pequena localidade abalada pela demência de Michael, que mata sem uma palavra nem nenhum remorso.
O ambiente do filme é intimista, dando-nos a conhecer as personagens e até a familiarizar-nos por elas. Sem qualquer sentido, a morte vem e arranca-nos da imagem idílica da família perfeita, gente feliz encarnado por um grupo de raparigas jovens e lindas.
Um marco dos filmes de terror.

The Fog (1980)

O tema aqui muda um pouco, mantendo-se a característica da aldeia pacata, bonita onde nada parece acontecer. O mal vem em forma de nevoeiro, com uma base de lenda antiga sobre uma vingança com sabor a mitologia. Acresce o facto religião neste filme (completamente excluído no anterior). Há uma imagem e uma presença religiosa que marca o espectador. O filme não envelheceu de todo, e continua a criar o impacto de há mais de 30 anos conseguiu.

Escape from New York (1981)

Clássico da ficção-científica, este filme marcou a minha infância (apesar de termos a mesma idade, vi-o bem mais tarde).
A imagem, a música, as personagens, as ruas de New York, tudo faz com que o ambiente deste filme caótico seja o principal factor de transportar o espectador para um universo sem regras, de crime, violência e destruição. A actuação/pose do Kurt Russel é ímpar. Para mim, a obra-prima do director.

The Thing (1982)

Foi dos primeiros que vi nesta retrospectiva, fiquei com esta vontade de ver vários filmes do Carpenter. O filme não é original dele, que pertence a Christian Nyby e Howard Hawks que criaram o filme em 1951 (imdb).
A versão original é referenciada pelo Carpenter no filme "Halloween", onde a pequena guardada pela Laurie (Jamie Lee Curtis) na noite de Halloween está na sala a ver um filme de terror.
Esta versão está muito conseguida, metendo efeitos especiais que enriquecem este tipo de filme. Ainda hoje o filme não fica nada mal e causa momentos de tensão bem criados.

A retrospectiva continua, estando na calha o "Assault on Precint 13" (1976), "Prince of Darkness" (1987) e "They Live" (1988).
Outros poderão vir, talvez já o último filme dele, de 2010, "The Ward".

keep tuned,
A.


O velho e o mar


O Velho e o Mar (Colecção Mil Folhas, #63)O Velho e o Mar by Ernest Hemingway
My rating: 4 of 5 stars

this is the kind of book that gives you the felling of really living the story, being there in the boat with the old man, fishing. And that's the power of Hemingway and this kind of story in a short book format. it goes right away to the subject and gives you the details to image everything and transforms you into a lonely fisherman lost in the sea, fighting to get that huge fish. there was a time books made that to people, I miss that time. those kind of books. hope you feel the same.


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A.