sábado, 31 de dezembro de 2011

Noite detestável

Encontro-me neste momento a escrever este texto, sentado no chão do meu quarto, a ouvir Queens of the stone age, pronto a partir, para viver a noite mais detestável do ano. É incrível como odeio o fim de um ano e ainda pior, o início do próximo. Odeio estes festejos. Este ano é ainda mais duro por a passar só e na companhia de estranhos.
Sem a sua presença, que tornava tudo isto mais suportável (sem ela o saber), volto a sentir-me desamparado.
Odeio, odeio. Eu bem disse que deveria ir ali à farmácia e comprar uns comprimidos para dormir. Tomava lá pelas 20h... e acordava já no domingo. Seria perfeito. foda-se, deveria o ter feito sem o dizer a ninguém, agora obrigam-me a sair de casa...


bem, vou lá,
A.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sunday Girl - Where Is My Mind

 encontrei isto, graças ao hype. Achei lindíssimo, por isso deixo aqui.

A.

não vejo o fim daquele caminho que serpenteia aquela colina

apesar de se perder na luz, a onda de incerteza encontra sempre o seu caminho até ao culminar do seu querido momento de brilhar em mim e tomar por seu, o que tanto me custou a construir e que nunca dediquei a nada que o valesse, nem que seja pela minha falta de oportunidade de ser quem sou.
Onde a sorte de ser alguém poderia ter composto a vida na qual baseio a minha respiração. Tornar meu o que nunca tu pudeste me dar.
A hora onde a questão se colocou, o momento da dúvida crescente, o caminhar da dor em mim e o desaparecimento da alegria que me tirava da cama ao despertar, até ao dia de hoje, onde nada se me relembra a vontade de viver que possuía a minha vida passada. A pessoa que nasce nunca se torna naquela que morre nos braços da dor eterna... do palpitar da espera do amanhã resolver todos os nossos problemas.
Onde está a esperança que me caracterizava enquanto criatura de deus que erra (vagueia) pela terra e sonhava com feitos grandiosos. Que a morte parecia tão irracional, a corrida imparável, insensível a outros que me atrapalhavam no fulgor da foda e me criticavam com olhares mudos que nem me atingiam e nunca me questionava sobre eles.
Hoje o toque da luz na minha pele traz-me um sentimento que não é meu, que nunca me pertenceu e que roubei à casualidade da vida, do perder batalhas e comer o pó que outros levantaram. A minha força foi tocada por outros. Apanharam-me.
O amor que nos julga por dentro, traz gritos de tempos remotos que nos abre os olhos e nos mostra o que tu me trouxeste, sem nunca perguntar o teu nome e sem saber quem és, tornei-te na pessoa que nunca poderias ter sido se não fosse o vento do azar que te deixou à minha porta, à minha cama.
Onde poderá estar o meu eu que procuro há tanto tempo? Estará alguém à minha espera, por detrás daquela colina que me esconde o destino daquele caminho de terra, que nunca foi pisado por ninguém que tivesse voltado para contar?

A.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Jodaeiye Nader az Simin (A separation)


Filme enorme!
A cultura árabe aqui representada tem um papel fortíssimo. A honra, a fé, a dedicação, a autenticidade.


A.

Jantar de Natal - CBV

Amanhã há jantar de Natal cá em casa. Eu e o xico estamos a preparar as coisas.
O peru já está esquartejado. A cerveja já está ao fresco :)

A.

Voluntariado - Comunidade Vida e Paz

Jantar/Festa de Natal para pessoas sem abrigo esquecerem por alguns momentos os problemas da vida.
Tive o privilégio de poder ajudar na festa durante 2 dias consecutivos.
Foram várias horas de contacto com pessoas que não têm assim tantas oportunidades de comunicar com outras pessoas.
Estou muito grato à CVP por organizar algo tão importante. Insistiram para experimentar as voltas nocturnas. A ver.

A.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

I'm talking about God, the devil, Hell, Heaven

I'm not just talking about my wife, I'm talking about my LIFE, I can't seem to get that through to you. I'm not just talking about one person, I'm talking about everybody. I'm talking about form. I'm talking about content. I'm talking about interrelationships. I'm talking about God, the devil, Hell, Heaven. Do you understand... FINALLY?


A.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Wolves Like Us

Ontem perdi tudo.


A.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Vem aí o Natal!

A vizinha já lançou o repto.

A.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Melhor Música de 2011

Um esboço feito hoje de manhã, contemplando apenas alguns dos álbuns que ouvi deste ano.
Dei por ela que ao longo do ano, não ouço muita música desse mesmo ano... apenas alguns álbuns, mas a maioria é de tempos remotos, ou então recentes mas com poucos anos de maturação.
Como exemplo de 2011, estarei muito mais atento ao que foi feito, quando curvarmos para 2012, que de certo será um ano muito melhor que o desastroso 2011. Fdx, só pode!

A nível musical fica isto:

1)
Sólstafir - Svartir Sandar


Uma surpresa enorme.
Momentos de tirar o folgo. Introspecção. Levitação.
Um banda Islandesa de influência Black Metal que produz uma música que vai muito para além daquilo que apenas 'música' nos poderia fornecer.
A não perder de vista.
Fiquem com a faixa "DJákninn" :



2)
Machine Head - Unto the Locust



Uma das piores capas de sempre da história da música esconde um álbum com músicas fenomenais que proporcionaram o melhor concerto do ano, no coliseu de Lisboa a 17 de Novembro.
Nunca fui muito fã de Machine Head e só tinha em memória o som sujo tipo "Take My Scars", que achava um pouco "música de modas". A banda nunca deixou de variar de registo e mostrar...das duas, uma: ou ser seguidora de modas e adquirir/perder novos/velhos fãs ou então andar à procura do seu som. Cada um tem a sua opinião, quem gosta e os segue compreendem este álbum como natural, mas para mim foi uma agradável surpresa.
Deixo como referencia a faixa "Be Still and Know".



3)
Yuck - Yuck


Yuck é uma banda colada a um estilo muito definido. O que é muito mau. Não são originais e não provocam ondas, mas devo dizer que gostei imenso deste álbum. As N primeiras faixas são mesmo catchy e é dificil ficar indiferente. Depois de algum tempo, dei por ela que estas músicas me acompanharam durante este último verão até ao final deste ano algo complicada para mim. Eu e este yuck temos algo entre nós.
Fica a segunda faixa do álbum "The Wall",




4)
Opeth - Heritage


Não sou fã de rock progressivo. Já fui. Hoje já nem a conversa sobre rock progressivo aguento! Dá-me azáfama nos nervos! Então qual seria a probabilidade de um album de rock progressivo estar neste TOP musical do ano!?! Bem, mas está. Opeth é uma banda que foi muito longe e adorei o que ficou para sempre na história. Mas os tempos mudaram e a banda dedica-se mais a este tipo de som e penso que nunca mais será igual. Não importa, sei muito bem fazer o luto destas coisas e vejo que a qualidade das composições mantêm-se em cada faixa deste álbum. O concerto foi apático. Sem emoção, sem expressão. O pessoal do prog é lento. Caralho.
Fica aqui sei lá.. lol
"I feel the dark",



5)
Concealment - Phenakism



Primeira banda portuguesa na lista, Concealment são sem dúvida das melhores ofertas que temos de metal no país e este álbum tem qualidade para surpreender qualquer fã de metal "diferente" por esse mundo fora.
Ritmos incessantes, voz martirizada, melodias melosas... o resultado é um trabalho que nos prende no estômago.




6)
Crosses - Crosses



Trabalho paralelo de Chino Moreno, vocalista dos Deftones. Consegue aqui criar algo que sem ser muito diferente do ambiente melódico de Deftones, acaba por ser agradável a ouvir e mais do que isso, até.
Dei por mim a ouvir isto milhoes de vezes...
Este álbum está apenas disponível em formato digital e de download gratuito em crossesmusic.com
Deixo aqui "Option"




7)
Feist - Metals


A pop tem ganho terreno na minha playlist diária. A prova é esta posição muito em destaque de uma cantora muito introspectiva e que faz música calma e que nos faz pensar.
Já tinha gostado bastante do seu álbum anterior e este é uma continuação lógica do que o anterior nos tinha deixado. Sem surpresa, as belas melodias são-nos depositadas na alma sem qualquer dúvida de contágio.
Vídeo de "The Undiscovered First",



8)
Mastodon - The Hunter


O primeiro contacto com este álbum não foi espectacular. O segundo também não. E só alguns contacto mais tarde é que surgiu algo. Algo que ficou e meteu-me as colunas lá de casa aos berros. Os vizinhos já devem conhecer bem este álbum.
Som, som: "Stargasm":



9)
Young Widow - In And Out Of Youth And Lightness


Álbum surpreendente desta banda de rock de não-sei-de-onde. A verdade é que não sei nada sobre eles, apenas descobri este álbum através de um dos vários blogs que sigo para conhecer coisas mais desconhecidas.
Está nesta lista porque foi das coisas que meto a tocar no trabalho, ou em viagem ... e quando dou por ela o álbum já acabou e fico com vontade de mais.


10)
Chelsea Wolfe - Apokalypsis


Chelsea Wolfe é uma voz. uma parte instrumental que me tira do sério. mas foda-se, é pop. cuidado. Podem não sair todos ilesos.
"Demons":



Eh pah, houve gente que ficou de fora e não posso deixar este post sem os referenciar:
  • The Wooden Birds - Two Matchsticks
  • Tombs - Path Of Totality
  • Vandaveer - Dig Down Deep
  • Starfucker - Reptilians
  • Saur - Saur
  • No Fuzz - No Fun Intended
  • Graveyard - Hisingen Blues
  • Laura Marling - A Creature I Don't Know
  • Gorod - Transcendence
  • Causa Sui - Pewt'r Sessions 1
  • Bon Iver - Bon Iver
  • Black Country Communion - 2
  • All Shall Perish - This Is Where It Ends

fdx, deveria ter feito um top 50 :)
A.