terça-feira, 17 de junho de 2008

a sombra.

e o teu sopro percorre,
por onde nunca terás alcance.
o teu ser sempre não pertence
à palma da minha mão.

desejar o que perdi
apenas para mostrar,
que Deus e eu não observamos
obliviante e só apenas.

os teus olhos no meu ser
como nunca ninguém olhou.
poder fugir e olhar para trás
sentir sem perdoar.

não obstante o desaparecer
o silêncio como ardor,
o teu corpo fica aqui:
onde nada perdurou.

foste o folgo da paixão
o crer de mais razão,

para mais do que o que sinto,
terei o segredo em mim.

ver-te-ei, sempre que fechar os olhos.

A.

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