mas eu não quero ouvir coisas parecidas daquilo que ouço.
nem quero ouvir musicas do senso comum.
quero descobrir as coisas porque fazem sentido para mim (através do que alguém sentiu ao ouvir a cena, textos, histórias que relacionam as coisas), não a um algoritmo de computador, baseado em música colectável.
Por exemplo: nunca te aconteceu gostar de um álbum que toda a gente te diz que é merda?
Por exemplo: não há múscas/bandas que te surpreenderam e que pertençam a um estilo musical que no geral nao gostas? no black? (cobalt, enslaved?) no power? (iced earth?)
e sem falar nas coisas que gosto por razões várias e que não têm razão de ser. Só porque nos fazem lembrar o passado, uma miúda, uns amigos, uma saída, uma ida ao rio num dia quente do verão e uma música no leitor de cassetes do carro...
Quero guardar esta componente "orgânica" à minha vida e música e não ser mais uma "coisa" que as tecnologias pegam, mastigam, controlam e tiram o sentido.
Uma ideia defendo cada vez mais: Existe demasiada informação hoje em dia, temos de conseguir controlar o que queremos saber.
Isto vai no sentido do que o Gama disse na noite de Crowbar.
Um abraço, rapaz,
A.
Sem comentários:
Enviar um comentário