Nem onde, nem quando. Perdido no tempo e no espaço. Estar nesta cidade é acreditar noutro mundo, em outra possível realidade. As terras de Wenceslas, Vladislav, e Žižkov. Mas também de Dvorak e Kafka. Marcam os chãos e as paredes deambulantes desta cidade. Os tons e os movimentos estão algures que os tornam invisíveis, apenas se conseguem sentir.
Eu senti.
Quando dobrei a Jiráskovo náměstí, querendo voltar para casa, passando a ponte com o mesmo nome, e apanhar assim com praga de frente, sentido que esta cidade me engana e me quer dizer que pertenço a estas ruas. A estas ondas.
Kafka tinha razão afinal, praga agarra-nos e possui-nos. Não nos larga. nem por um minuto.
A.
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