desde quando o tempo que marca o ritmo dos dias se pode dar ao luxo de nos dictar os nossos direitos? por onde andamos nós desde que a memória tem tempo de se recordar de nós e marcar o dia de hoje como contabilizável? questões surgidas dos momentos vividos à sombra do esquecer quotidiano e sem rumo, que nos leva até ao além destituído de volúpias tenras e doces, que são por nós aguardadas desde sempre; desejadas e tomadas como bem-adquirido desde há tanto tempo; e que nunca lutamos nem fizemos nada para as tornar realidade...com tanto bom gosto e bom viver, de almoços e jantares; copos e digestivos; tempos passados à volta de mesas despidas de factos, apenas com migalhas da refeição consumida e restos de licores em copos re-utilizados.
Possuímos algo que ninguém nos deu,
Vivemos a vida que espera o início d'A vida,
deixamos o olhar arrastar-se em seios,
desejamos apenas o alcançável,
somos vencidos,
estamos prontos para aceitar o fim.
A.
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